25 de julho de 2009

Cinturas

.............




Tua matinal cintura
Quando ao deitar te tenho e mereço o teu corpo inteiro compacto de ternura,
Ergo-me, na procura de cada momento, o tempo da loucura.
Durmo noites que não meço, insano, reflexo da lonjura
Onde perdura o mesmo movimento da minha mão na esperança de encontrar, o recorte da tua matinal cintura.
(...)
Os meus dedos prolongam-se na cor alva até ao ângulo recto, precipício da minha cama.
Garimpam, desejosos, o recorte da tua matinal cintura, agradável surpresa diária, bendita chama.
Em vão os olhos despertam, força alguma os salva, cerram-se as pálpebras no seu drama
Há demência em mim, tão visível tão real, nos dedos que não querem ver e no olhar que tacteando reclama.
(...)
je/2006
anA marques, anA, pintura, artista plástica

19 de julho de 2009

CrocoDili

Acrílico sobre tela - 9x11 cm - ano 2005 - Dili
Quando de manhã saía da "minha casa" e me encaminhava de bicicleta para beber um café no Hotel Timor ou no Café Brasil, deparava-me logo com a cabeça do crocodilo meia submersa.
De noite, apresenta-se com a mesma linha que determina os relevos, mas noutro tom.
Quanto mais contemplava, mais semelhanças encontrava. É um animal que me incomoda só de o ver, no entanto, nesta ilha com a sua lenda senti gratificantes emoções. Estas foram quase todas com crianças. As outras, muito úteis, foram oferecidas especialmente por adultos.
Esta estada permitiu que eu ganhasse mais conhecimento sobre o ser humano, os seus propósitos, a sua cultura, o seu carácter.
Estou grata pela oportunidade oferecida.
Vivência de quase um ano, que me tornou numa pessoa menos crédula e mais poupada, menos indiferente e mais sabedora.
anA marques, artista plástica, pintora,anA

10 de julho de 2009

Um farol, de e para Dili

Acrilico sobre tela - 9x11 cm - 2005, Dili
(...)

O sol em Timor está a voltar a nascer negro. Estamos a viver numa fase escura da nossa história, novamente. Desta vez o sol negro invade-nos trazido pelos actos desleais e arrogantes de filhos queridos da Nação, que demonstram não merecerem continuar a ser tão queridos.

É um excerto do texto da Ana Loro Metan, publicado no http://timorlorosaenacao.blogspot.com/

Se falha o ''Sol'', nada como a luz dum farol para iluminar Timor Lorosae .

Seria bem fácil que tudo se resolvesse com um acender de luz .

Um abraço para Timor.

Timor, anA marques, anA, artista plástica

6 de julho de 2009

Las Meninas (estudo)

Acrílico sobre cartão- 2009- Estudo para "las meninas

Nu artístico é a designação dada à exposição do corpo de uma pessoa nua para fins artísticos.

Somente nos últimos séculos a pintura e a fotografia de pessoas nuas se tornou mais comum do que a criação de esculturas com o mesmo tema.
É muito difícil encontrar trabalhos que consigam materializar a fantástica comunhão do Nu com a Arte. Dos clássicos mestres da história, poucos conseguiram superar este desafio.
A beleza e sensualidade do nu, por muitas vezes confundida com o vulgar, é a própria essência da arte. O corpo humano é a fonte de quase todas as inspirações. A nudez é sempre inquietante, instigadora e bela.
Por isso o artista, seja na pintura, escultura, na dança ou fotografia, encontra no corpo nu uma profunda ligação com a pureza do ser. É a sensualidade que move a criação em todos os sentidos. É a sensualidade que evoca o amor, a paixão e a criação do homem. Por isso a nudez nos toca tanto e tão profundamente. É o lúdico prazer de vivenciar a nossa própria encarnação.
O nu é uma forma de arte inventada pelos gregos no século V antes de Cristo (a.C.), “tal como a ópera foi criada pelos italianos”, escreveu o escritor e importante crítico de arte inglês Kenneth Clark no livro O Nu, de 1956. A conclusão, segundo ele, pode ser demasiado abrupta, mas tem o mérito de evidenciar que o nu não é apenas mais um assunto de obra de arte, mas sim forma.
No período áureo da pintura, o nu inspirou as obras mais famosas e até mesmo quando deixou de ser tema obrigatório, manteve a sua posição como exercício académico e símbolo de maestria dos pintores. “Somente o nu sobreviveu”, escreveu Clark.
Sofreu transformações, é claro, mas continua sendo o elo fundamental que nos liga aos temas clássicos. Se não tem essa função, o nu na arte serve para mostrar as grandes rupturas, como a liderada por Auguste Rodin. Em idade avançada, já famoso, o artista pode dar-se ao luxo de quebrar as regras académicas, de poses paradas. Para espanto das pessoas, Rodin deixava suas modelos, muitas vezes dançarinas, se moverem a vontade e sem inibições pelo ateliê. As retratava com traços rápidos e leves. Despreocupado com exactidão ou volume, carregava os desenhos de uma força jocosamente erótica.
O estilo, provocador para época, influenciou os vienenses Gustav Klimt e seu discípulo Egon Schiele, que puxou do erotismo uma poderosa carga dramática. Pablo Picasso comprovou a perenidade do nu. O pintor espanhol poupou o nu às suas metamorfoses. Ele fez uma série de desenhos que se poderiam imaginar como figuras destacadas do reverso de um espelho grego.

A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte.” (Pablo Picasso)

Texto de Ludo Rex, retirado do blogue/projecto Momentos & Documentos iniciativa que tenta fomentar a expansão da Leitura na Internet, do conhecimento da História, da Arte, da Literatura, da Cultura e Política em geral.
ana mascarenhas-aeiou.pt
ana marques, anA, pintora

1 de julho de 2009

Las meninas (continuação)

Projecto ''Repensar Las Meninas '' de Velásquez

......
.......
......4 fragmentos - Acrílico sobre cartão - 2009
Las meninas, ana marques artista plástica, anA marques, anA, pintora

27 de junho de 2009

Maria Agustina Sotomayor (una menina)

Fragmento - Óleo sobre tela - ano 2009



Legenda da obra de Velasquez - "Las Meninas".


1 - Infanta Margarida
2 - Dona Isabel de Velasco
3 - Dona Maria Agustina Sarmiento de Sotomayor
4 - Mari-Bárbola é a anã hidrocéfala
5 - Nicolasito Pertusato
6 - Dona Marcela de Ulloa
7 - guarda-damas - Diego Ruiz Azcona
8 - Dom José Nieto Velázquez
9 - Velázquez.
10,11 - Filipe IV e a sua esposa Mariana de Áustria
12 - Alcázar - Cão ( baptizado por mim. Cão que partilha os mesmos espaços que os reis , tem que ter nome.)




24 de junho de 2009

Las meninas (continuação)


As meninas do séc. XXI - Fragmento - oleo sobre tela
Las meninas de Velasquez
Nomeada originalmente como A Família, a tela foi salva de um incêndio que atingiu o Palacio Real de Madrid em 1750, passando ao Museu do Prado em 1819 e recebendo, posteriormente, o título de Las Meninas. Embora "menina" seja uma palavra da língua portuguesa, era usada na corte espanhola com o sentido de "dama de companhia".
É uma das obras pictóricas mais analisadas e comentadas no mundo da arte. Como tema central amostra a infanta Margarida de Áustria, apesar que a pintura apresenta outras personagens, incluída o próprio Velázquez. O artista resolveu com grande habilidade os problemas de composição do espaço, a perspectiva e a luz, graças ao domínio que tinha do tratamento das cores e tons junto com a grande facilidade para caracterizar as personagens.[1] Um espelho colocado na parte do fundo da pintura reflete as imagens do rei Filipe IV da Espanha e a sua esposa Mariana de Áustria, segundo uns historiadores, entrando na sessão de pintura, e segundo outros, posando para ser retratados por Velázquez; neste caso seria a infanta Margarida e os seus acompanhantes os que vinham de visita para ver a pintura dos reis ...
...
Perante a recusa de Margarita em posar (nem a dama de honor, ajoelhada junto da princesa a conseguiu convencer) junto dos pais, Velásquez altera e subverte todos os cânones da pintura da época.
Esta recusa impossibilitou a finalização do quadro encomendado com os 3 elementos (rei, rainha e princesa) - ‘’A família’’
Ver mais: Aqui
Próxima Conferência
“Da 'La Familia de Felipe IV' a 'Las Meninas' - Nomes ou os condicionantes do olhar”pela Dr.ª Sofia Raposo.

Sinopse:
Através desta obra de Velásquez interrogamo-nos acerca de um aspecto da constituição de sentido de uma obra, refiro-me ao acto de conferir um nome/título a algo.Entendendo o quadro como texto a decifrar, compreender e dotar de significação até que ponto pode o seu nome condicionar esse exercício?Pretende-se olhar para o quadro de Velásquez de duas perspectivas diferentes, as das designações 'Las Meninas' e 'La Familia de Felipe IV'.Convém adiantar que só em pleno século XIX o quadro foi intitulado 'Las Meninas'. Olhemos então para o retrato da família...

6ª feira, dia 26 Junho 2009, pelas 21H00Fórum Municipal Romeu Correia, Sala Pablo NerudaPraça da Liberdade – Almada
Tel. 212 724 920
Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Especialização em História e Filosofia das Ciências, Faculdade de Ciências de Lisboa.

16 de junho de 2009

Las meninas

Fragmento - óleo sobre tela


A partir de uma ideia do filósofo e artista plástico José Neto, irá decorrer no Fórum Municipal Romeu Correia em Almada, o projecto “Repensar – Las meninas”.
Este tema motivará uma futura exposição colectiva de arte, na qual vinte artistas convidados exporão as suas interpretações contemporâneas, relativas à célebre obra de Diego Velásquez. Essa mostra será antecedida por um ciclo de conferências, gerando dessa forma uma oportunidade de diálogo entre pensadores, artistas e o público. O objectivo geral destes encontros não será o habitual contexto da História da Arte, mas o entendimento da arte como uma forma de registo do pensamento e dos conteúdos da consciência de autor.

Ciclo de conferências
22 Maio pelas 21H00, “Em torno da especulação” por José Neto
26 Junho pelas 21H00, “Da 'La Familia de Felipe IV' a 'Las Meninas' - Nomes ou os condicionantes do olhar” por Sofia Raposo
31 Julho pelas 21H00, “Las meninas: A força da aporia” por Paulo Frazão
13 Agosto pelas 21H00, “Velásquez, pintor Ibérico” por Paulo Machado de Jesus
04 Setembro pelas 21H00, “A dúvida de ‘Las meninas’ de Velásquez” por Fernando Wintermantel

Exposição colectiva
“Repensar – Las meninas”

Pintura: Ana Cassiano; anA marques; Aristides Meneses; Cara-Nova; Firmo Silva; Francisco Rousseau; Jorge Bandeira; Luís Athouguia; Paulo Medeiros; P. Charters d’Azevedo ; Raquel Martins; Ricardo Passos Victor Lages
Escultura : Artur Varela; Luís Fernandes; Nicolau Campos; Pé-Leve;
Instalação : Paula Rousseau; Zé Neto
Fotografia : Claudio Moraes Sarmento

Organização: José Neto
Assessores: Márcio Machado; Sofia Raposo

Todas as conferências serão de acesso livre.

Ver mais em "arte&mente"

1 de junho de 2009

Corrosão


A ferrugem é o resultado da oxidação do ferro. Este metal em contato com o oxigênio presente na água e no ar oxida-se e desta reação surge a ferrugem que deteriora pouco a pouco o material original. Para evitar que as máquinas, ferramentas e demais objetos feitos de ferro se decomponham por causa da oxidação é necessário evitar que o entrem em contato com o oxigénio, o que pode ser obtido através da pintura, ou cobertura da superfície de ferro com óleo ou outras substâncias ubrificantes, ou ainda através da mistura com metais de sacrifício.
Esta tampa de bidão não foi salvaguarda e esteve anos em contacto com o Oxigénio e a água.
Recolhi-a num passeio pelo campo.
Presentemente está numa exposição sobre o ambiente a decorrer até dia 10 de Junho no concelho da Amadora.
Colaboração para Fabrica de Letras - Tema "Velhice"

23 de maio de 2009

Um colega em Dili

Fotografia - Ano 2005-Caicoli Dili
Os médios utilizados , a forma de trabalhar, a troca de experiências , as visitas aos ateliers são de grande importância para os pintores, desenhadores e artistas plásticos , mas o mais importante é a liberdade. Liberdade de trabalhar, onde , como e quando apetece.
Este meu colega estava neste momento a usá-la com toda a legitimidade, e eu registei com prazer.

13 de maio de 2009

Contorno Corporal

Óleo sobre tela -2008

Corpo
corpo que te seja leve o peso das estrelas
e de tua boca irrompa a inocência nua
dum lírio cujo caule se estende e
ramifica para lá dos alicerces da casa
.
abre a janela debruça-te
deixa que o mar inunde os órgãos do corpo
espalha lume na ponta dos dedos e toca
ao de leve aquilo que deve ser preservado
.
mas olho para as mãos e leio
o que o vento norte escreveu sobre as dunas
.
levanto-me do fundo de ti humilde lama
e num soluço da respiração sei que estou vivo
sou o centro sísmico do mundo
.
.
Al Berto, in 'A Noite Progride Puxada à Sirga'

15 de abril de 2009

Não te vou esquecer

Título: Corpos livres
Acrilico sobre tela-ano 2008

Não te vou esquecer
.
Pela alegria
Pelo carinho
Pela companhia
Pelo toque
.
Não te vou esquecer
.
Por me sentir
Sufocada
Transpirada
Arrepiada
Desejada
Amada.
...................Autor - Lga

31 de março de 2009

Valeu a pena?


Acrílico sobre tela - 80x100 cm - ano 2005

(...)


Valeu a pena? Tudo vale a pena


Se a alma não é pequena.


(...)


Fernando Pessoa





29 de março de 2009

Quando eu morrer...

.
.
80x60 cm - Acrilico e grafite sobre MDF - Ano 2009

Quando eu morrer voltarei para buscar

Os instantes que não vivi junto do mar.

Sofia de Mello Breyner Andresen

27 de março de 2009

Os Jarros


Jarros 80x60cm -Acrilico sobre tela - ano 2005

Também conhecido como "lírio da paz", o jarro é originário da África do Sul. Começou por ser importado pela Nova Zelândia no princípio do século XX, e é actualmente a segunda flor de corte mais exportada por este país, e uma das mais populares também em Portugal, onde cada vez é mais utilizada em arranjos decorativos para interior e ramos de noiva, pela pureza que simboliza. A associação desta flor ao casamento é de qualquer modo já antiga.
Esta elegante planta foi introduzida na Europa aparentemente ainda antes de Van Riebeeck ter estabelecido a primeira estação na cidade do Cabo - o jarro aparece já em 1664 num relato do Jardim Real de Paris. Foi posteriormente enviada para a Europa como sendo uma das plantas mais interessantes da cidade do Cabo por Simon van der Stel um pouco antes de 1697. Muitos se debruçaram sobre o seu estudo desde então, e Marloth tentou inclusivamente explicar a natureza da textura única e da extrema brancura da flor, devendo-a não à pigmentação, mas a uma ilusão óptica causada pelos inúmeros espaços de ar entre a sua epiderme
Pertencem à família Araceae, e ao género Zantedeschia, tendo recebido este nome do botânico italiano do século XIX Francesco Zantedeschia.
(...)

19 de março de 2009

O Bate Estradas

Técnica mista sobre tela- 90x70 - (ADFA)



Os Bate Estradas / Aerogramas
Eram impressos carta, constituídos por uma folha de papel, com o peso máximo de 3 gramas, dobrável em duas ou quatro partes, de modo que as dimensões resultantes da dobragem dos aerogramas não excedessem os limites máximos de 150 x 105 mm e mínimo de 100 x 70 mm.
Também chamados de «Bate-Estradas»foram o meio mais difundido de comunicação entre militares e os seus familiares, até porque o seu fornecimento era gratuito e o transporte assegurado de forma igualmente gratuita pela transportadora aérea portuguesa.
Estima-se que tenham sido impressos cerca de 300 milhões destes impressos…
Ver mais em:
.............................coisasdeoutrostempos.blogspot.com



estrada cortada,morte do amor,o amor morreu,tempo mal gasto.

12 de março de 2009

Este Mundo Não Presta




Demissão


Este mundo não presta,venha outro.

Já por tempo de mais aqui andamos

A fingir de razões suficientes.

Sejamos cães do cão:sabemos tudo

De morder os mais fracos, se mandamos,

E de lamber as mãos se dependentes.


José Saramago


8 de março de 2009

Olhar a Poesia



Ontem a inauguração da Exposição ''Olhar a Poesia '' na Biblioteca Dr. Fernando Piteira Santos correu lindamente e com algumas surpresas agradáveis.
Contei com a presença do Sr. Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Amadora, Sr. António Moreira e do Sr. Eduardo Nascimento, responsável pelas galerias do concelho.
Contei com a companhia e contributo especial dos Jograis U...Tópico, que declamaram poesia relativa aos trabalhos expostos. Dra. Ângela, responsável pela Biblioteca, a quem agradeço o convite para esta exposição.
Contei ainda com a companhia de alguns bons amigos e companheiros das tintas.
UM OBRIGADA A TODOS, pela presença e pelas palavras de apreço.
anA.

5 de março de 2009

Ontem Sonhei com o Futuro (2ª via)



Impõe-se repetir esta postagem.
Hoje recebi uma mensagem inesperada. Os intervenientes sabem porquê. (!!).

Obrigada pela disponibilidade.

A 1ª foi publicada a 11 de Outubro de 2008 com a etiqueta Fernando Tordo



Ontem fui ver o Fernando Tordo ao Coliseu dos Recreios.É um dos meus artistas preferidos, sinto por ele um carinho muito grande. Recordo quando me foi apresentado no restaurante Fernando em Albufeira, pelo meu irmão. Ele não me conhece obviamente, mas eu conheço-o muito bem.
Fiquei contente, está um homem renovado. Parabéns Fernando. Perdeu 20kg em 6 meses. Parabéns também pela medalha de mérito da cidade de Lisboa atribuída pelo Presidente António Costa. Parabéns pelo espectáculo, pelo neto, por tudo.

O poema
Ontem Sonhei com o Futuro"
Palavras ditas lentamente
oiço-as cantadas entre a gente
quero andar
quero correr
escrever vontades de cantar e de dizer
mas não consigo só o pensar é puro
ontem sonhei com o futuro
tantos desejos calmamente
são segredos entre a gente
quero falar
compreenderdizer palavras de cantar e de escrever
mas não consigo só o sonhar é puro
ontem sonhei com o futuro
ontem sonhei com o futuro
ontem sonhei com o futuro
passo a barreira
eu salto o muro
ontem sonhei com o futuro
passam os dias fascinantes
eles são em sonho o que eram dantes
quero olhar
eu quero ver
cantar palavras de falar e entender
mas não consigo só o pensar é puro
ontem sonhei com o futuro.
mato fantasmas circulantes
se fosse Deus era Cervantes
quero acordarquero viver
saber de tudo sem ter tempo para aprender
mas não consigo, sonhar é mais seguro:
ontem sonhei com o futuro

......................Fernando Tordo

2 de março de 2009

Com a Morte do Amor

Composição de um trabalho rejeitado - desenho a canetas de feltro sobre papel Canson - 2009



Com a morte do amor
reinvento a vida.
Preciso
Sei-o
Sinto-a
Quero-o.
............ (Autor Desconhecido)

8 de fevereiro de 2009

Atingir o Alvo

Acrílico sobre madeira-60x35 cm- ano 2002

Tiro com Arco

O tiro com arco, prática de utilizar um arco e flechas para atingir um alvo, surgiu como atividade de caça e guerra nos primórdios da civilização, com indícios de sua prática ainda na pré-história.[3] A introdução de armas de fogo retirou do arco e flecha sua função bélica, levando-o a um declínio em sua popularidade.
A partir dos séculos XVI e XVII, entretanto, a prática passou a ser cada vez mais tratada como desporto, com torneiros semelhantes aos atuais surgindo notadamente na Inglaterra.[4] O mais antigo torneio de tiro com arco registrado, o Scorton Arrow, foi disputado em 1673.[5] em Yorkshire
O tiro com arco foi introduzido nos Jogos Olímpicos modernos em 1900, sendo disputado até 1920. A discrepância entre as regras aplicadas nos diferentes países fez com que a modalidade ficasse ausente do evento por várias décadas. A partir de 1972, em Munique, com a adoção das regras da Federação Internacional de Tiro com Arco, (FITA), por um número suficiente de países, o tiro com arco voltou a ser admitido à condição de desporto olímpico, a qual mantém até hoje.

Fonte: wikipédia

4 de fevereiro de 2009

A um passo do Amor


Oleo sobre tela-80x8o cm- ano 2005

Cartas, poemas de amor, recebidas ou enviadas todos temos.

Todos estamos a um passo do amor. Uns a um passinho de bébe, outros a um passo de gigante e há ainda os que se afastam do amor com um passo. Estes já o tinham e optaram por voltar a estar a um passo do amor. É uma opção, como qualquer outra.

3 de fevereiro de 2009

Mais de 100

!!!! OBRIGADA !!!!



Agradeço a vossa presença, hoje foram ultrapassadas as 125 visitas.

Ontem, andaram por aqui 99.

De Maio de 2007 até 1 de Fevereiro de 2009 os valores oscilavam entre os 50 e 70 visitantes.

19 de janeiro de 2009

Utopia - Alimentos Biológicos

Objecto
(ossos de vaca, folha de ouro e goma laca).
Trabalho elaborado para o concurso Utopia-2009
.
Os alimentos biológicos são uma utopia. Nada é isento de produtos de síntese, na abordagem mais simples.
(...)

1 de janeiro de 2009

UTOPIA

Técnica mista sobre madeira
(Colagem Tinta acrilica,alfabeto Braille,alfabeto Latino ou Romano)
110x160 cm- ano 2008

IMAGINE


Imagine there's no heaven,

It's easy if you try,

No hell below us,

Above us only sky,

Imagine all the people

living for today...


Imagine there's no countries,

It isnt hard to do,

Nothing to kill or die for,

No religion too,

Imagine all the people

living life in peace...


Imagine no possessions,

I wonder if you can,

No need for greed or hunger,

A brotherhood of men,

imagine all the people

Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer,

but Im not the only one,

I hope some day you'll join us,

And the world will live as one

John Lennon

Imagine (Tradução)


Imagine que não existe nenhum paraíso,

É fácil se você tentar.

Nenhum inferno abaixo de nós,

Sobre nós apenas o firmamento.

Imagine todas as pessoas

Vivendo pelo hoje...


Imagine que não exista nenhum país,

Não é difícil de fazer.

Nada porque matar ou porque morrer,

Nenhuma religião também.

Imagine todas as pessoas

Vivendo a vida em paz...


Imagine nenhuma propriedade,

Eu me pergunto se você consegue.

Nenhuma necessidade de ganância ou fome,

Uma fraternidade de homens.

Imagine todas as pessoas

Compartilhando o mundo todo


Talvez seja um sonhador,

Mas eu não sou o único.

Eu espero que algum dia você se junte a nós,

E o mundo viverá como um único.

28 de novembro de 2008

Não quero nada do acaso, senão a brisa na face

Tecnica mista sobre tela - 60x150 cm - ano 2001


Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar,
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
FaE nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.
rei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,

A vida é como uma sombra que passa por sobre um rio
Ou como um passo na alfombra de um quarto que jaz vazio;
O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é;
A glória concede e nega; não tem verdades a fé.

Por isso na orla morena da praia calada e só,
Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.

Dêem-me, onde aqui jazo, só uma brisa que passe,
Não quero nada do acaso, senão a brisa na face;
Dêem-me um vago amor de quanto nunca terei
Não quero gozo nem dor, não quero vida nem lei.

Só, no silêncio cercado pelo som brusco do mar,
Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,
Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragrância da brisa de qualquer céu.

Fernando Pessoa
anA marques, artista plastica, poesia, poesia pintada, dor, sofrimento,poeta maior

18 de novembro de 2008

Quadro Negro

Técnica mista sobre madeira - 80x100 cm - ano 2007




Estou desapontada.
Como foi possível
ter escolhido
um caminho assim?

Como foi possível
não ter ninguém
para me iluminar?

Já faz tempos,
que as carícias que tenho
são as frescas
e saborosas
lágrimas
pelo rosto a rolar.

Umas morrem
pelo caminho.
Outras,
as mais robustas ,
desmaiam nos seios

Como foi possível
eu acreditar
eu aceitar
eu ajudar
eu desculpar
eu desejar
eu amar

Como vai ser possível
continuar?


11 de novembro de 2008

O Amor Pulou o Muro


Acrilico sobre tela-80x60 cm


Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes sara amanhã.
às vezes não sara nunca.


o amor pulou o muro sempre e ao longo dos anos destruindo tudo e todos.

3 de novembro de 2008

Semeei lágrimas


Aguarela sobre papel canson- 30x20 cm Julho 2008


Semeei lágrimas pelas ruas
da minha cidade.
Por cada semente
renascia a esperança
por um futuro sorriso

Passaram os anos
e eu continuei.
Semeei .semeei,
semeei lágrimas pelas ruas
da minha cidade.

Não semeies!.... de nada vale!
Diziam-me:.
terra minada, infértil
nada vinga.

As tempestades sucediam-se
as sementes apodreciam,
mas eu não desistia
de descobrir porque
os meus sorrisos não nasciam.

Há amigos, que afinal o não são.
Vinham por trás e
pulverizavam com a perversidade,
espetavam muita maldade
e só os deles floresciam
e os meus sorrisos morriam.

Para grandes pragas
grandes curas
mudar de terra, afagar ,adubar
regar, mas
Nunca desistir de semear.