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23 de julho de 2012

Estou nas nuvens!


Acrílico sobre tela -60x90 cm 


(...)
É porque  ele existe, que ao nascer do dia,  tu me dizes:
Estou nas nuvens meu amor!
(...)


anA marques, ceu,pintora

15 de abril de 2009

Não te vou esquecer

Título: Corpos livres
Acrilico sobre tela-ano 2008

Não te vou esquecer
.
Pela alegria
Pelo carinho
Pela companhia
Pelo toque
.
Não te vou esquecer
.
Por me sentir
Sufocada
Transpirada
Arrepiada
Desejada
Amada.
...................Autor - Lga

30 de novembro de 2007

Paternidade

Acrilico sobre tela - 116x90 cm - Ano 2001

…Cada filho é um bem em si mesmo, por mais dificuldades que sua vinda acarrete. Está situado no ponto de encontro do amor entre o pai e a mãe, vem confirmá-lo, fortalecê-lo, aprofundá-lo.( assim deveria ser) Cada filho exige dos pais um aprimoramento no exercício de se doar pelo bem de outrem, apela ao seu interior, à razão e à sensibilidade; clama por identificar neles a grandeza natural a que todo homem procura se ordenar, a imagem onde espelhar-se... E quando essa expectativa se frustra, frustra-se também boa parte de suas mais nobres aspirações….

Texto sobre “ Paternidade” da Dra. S.C. Uliano
anapintura, ana marques, gravidez masculina, afectos, pai, amor ,se o homem engravidasse

24 de novembro de 2007

...Se o homem engravidasse...

Acrilico sobre tela - Ano 2001 - 116x90 cm

Pensar a guerra deverá ter sido, ao longo dos tempos, uma actividade praticamente constante, no que concerne à Humanidade. Para uns uma inevitabilidade inerente à conquista/manutenção do poder, para outros um fenómeno económico incontornável e, na lógica puramente militar, uma profissão cuja remuneração é mais aliciante quando se permanece em teatro de guerra.
A partir do último quartel do Século XX as politicas e estratégia militar foram significativamente alteradas. Os soldados não lutam corpo a corpo, o grande número de vitimas constitui-se como a população, indefesa, mas sempre com um apego infindável à vida.
Não se enumeram neste texto as guerras, os carrascos e as vitimas. Certamente, pelas intensidades e quantidade, seria um trabalho, para além de ciclópico e sempre incompleto, imensamente triste.
O que sugere com uma clareza é uma preponderância universal da masculinidade, - tal como define Hofstede -, na racionalização da guerra como forma de resolução de conflitos.
anA, por duas vezes, gozou, até ao mais intimo pormenor, a gestação e o parir. Quer no processo, quer no evento, nos amores e os prazeres da relação e do momento, sublimaram e marcaram indelevelmente a rejeição às violências e, por maioria de razão, àquelas perpetradas pelo Estado - o depositário único do assassínio legitimado.
O homem está num processo menos abrangente, humano mas não humanizante. Ama o seu filho e promove a Guerra para bem do seu filho - -o elemento de penetração de si no futuro. Ama o seu filho e provoca a morte do filho de outro homem. Chora a morte do seu filho mas exalta a morte do assassino do seu filho, que matou para não ser morto pelo filho do homem
Exausta, anA resolve “quase definitivamente” a questão em trabalhos “quase pragmáticos” no campo da lógica “quase matemática” «Se o homem engravidasse então o Homem masculino não guerreava», pinta.

Ernesto Podrigues
Maio 2001
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