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30 de março de 2012

Poesia de Maria Teresa Horta "Morrer de Amor"




 Série poetas(homenagem a Maria Teresa Horta)
Óleo sobre tela -60x100 - Novembro de 2002
Manuscrito por Maria Teresa Horta.

Ler entrevista no link:
Diante da sua nova antologia de poesia erótica, As Palavras do Corpo, Maria Teresa Horta recapitula uma vida inteira de risco e de exposição, de leitura e de escrita: “Para mim, escrever é voo e sobressalto, incêndio e desmesura”


Entrevista a Helena Vasconcelos no Ipsilon que me fez relembrar algumas das situações contadas por Maria Teresa quando tive o prazer de estar na sua casa a 6 de  Novembro de 2002 , a seu convite.
Estou grata pela colaboração neste meu trabalho, já exposto em diversos espaços culturais com a temática "Poesia de autores portugueses"
Um grande OBRIGADA.
anA

10 de dezembro de 2010

Armário da Poesia

Armário decorado com poesia de autores portugueses


...
Frente do armário..............................................Costas do armário

.. .......
Lateral..............................interior



..

Armário imaginado para o 5ºA do CED D. Maria - Lisboa
A participação e dedicação dos jovens foi essencial.
O Objectivo é fomentar o gosto pela escrita e leitura de poesia.

Oa autores referidos no armário:
Manuel Maria Barbosa do Bocage; Fernado Pessoa; Luis de Camões; A. Ramos Rosa; António Gedeão; José Jorge Letria; Júlio Moreira, Sena da Silva, Cristina Reis e Margarida D’Orey ; António Torrado; Mª Candida Mendonça; Alexandre O'Neill ; Rogério Rodrigues Ferreira, Joaquim Pessoa e Cecília Meireles.

13 de outubro de 2010

A de Autor

No programa A de Autor do dia 14 de Outubro 2010,o Aristides Meneses é um dos convidados a falar sobre o Livro de Arte Questionarte e da Exposição patente no Novotel em Lisboa até ao fim de Novembro de 2010.


...
Armário das Eróticas .............Interior do armário
Ano 2004


Trabalho Exposto no Museu de Arqueologia de Setúbal, Na Escola Superior de Educação de Setubal, em 2005- Na Biblioteca Fernando Piteira Santos, Amadora 2008 e publicado no Livro de Arte Questionarte dos autores Aristides Meneses, Elisabete Lucas e Zé Neto em 2010

anA marques, anA, anapintura, artista plástica


13 de março de 2010

Este mundo não presta.

fotografia - ano 2004

Demissão

Este mundo não presta,venha outro.
Já por tempo de mais aqui andamos
A fingir de razões suficientes.
Sejamos cães do cão:sabemos tudo
De morder os mais fracos, se mandamos,
E de lamber as mãos se dependentes.

José Saramago -Poemas possiveis

poesia de josé saramago, anA marques, artista plástica

12 de março de 2009

Este Mundo Não Presta




Demissão


Este mundo não presta,venha outro.

Já por tempo de mais aqui andamos

A fingir de razões suficientes.

Sejamos cães do cão:sabemos tudo

De morder os mais fracos, se mandamos,

E de lamber as mãos se dependentes.


José Saramago


5 de março de 2009

Ontem Sonhei com o Futuro (2ª via)



Impõe-se repetir esta postagem.
Hoje recebi uma mensagem inesperada. Os intervenientes sabem porquê. (!!).

Obrigada pela disponibilidade.

A 1ª foi publicada a 11 de Outubro de 2008 com a etiqueta Fernando Tordo



Ontem fui ver o Fernando Tordo ao Coliseu dos Recreios.É um dos meus artistas preferidos, sinto por ele um carinho muito grande. Recordo quando me foi apresentado no restaurante Fernando em Albufeira, pelo meu irmão. Ele não me conhece obviamente, mas eu conheço-o muito bem.
Fiquei contente, está um homem renovado. Parabéns Fernando. Perdeu 20kg em 6 meses. Parabéns também pela medalha de mérito da cidade de Lisboa atribuída pelo Presidente António Costa. Parabéns pelo espectáculo, pelo neto, por tudo.

O poema
Ontem Sonhei com o Futuro"
Palavras ditas lentamente
oiço-as cantadas entre a gente
quero andar
quero correr
escrever vontades de cantar e de dizer
mas não consigo só o pensar é puro
ontem sonhei com o futuro
tantos desejos calmamente
são segredos entre a gente
quero falar
compreenderdizer palavras de cantar e de escrever
mas não consigo só o sonhar é puro
ontem sonhei com o futuro
ontem sonhei com o futuro
ontem sonhei com o futuro
passo a barreira
eu salto o muro
ontem sonhei com o futuro
passam os dias fascinantes
eles são em sonho o que eram dantes
quero olhar
eu quero ver
cantar palavras de falar e entender
mas não consigo só o pensar é puro
ontem sonhei com o futuro.
mato fantasmas circulantes
se fosse Deus era Cervantes
quero acordarquero viver
saber de tudo sem ter tempo para aprender
mas não consigo, sonhar é mais seguro:
ontem sonhei com o futuro

......................Fernando Tordo

18 de novembro de 2008

Quadro Negro

Técnica mista sobre madeira - 80x100 cm - ano 2007




Estou desapontada.
Como foi possível
ter escolhido
um caminho assim?

Como foi possível
não ter ninguém
para me iluminar?

Já faz tempos,
que as carícias que tenho
são as frescas
e saborosas
lágrimas
pelo rosto a rolar.

Umas morrem
pelo caminho.
Outras,
as mais robustas ,
desmaiam nos seios

Como foi possível
eu acreditar
eu aceitar
eu ajudar
eu desculpar
eu desejar
eu amar

Como vai ser possível
continuar?


23 de maio de 2008

140º Aniversário de Camilo Pessanha

CONVITE
Venham, divulguem, celebremos Camilo Pessanha.

Mentor Dr. Pedro Barreiros - Presidente da Direcção da Associação Wenceslau de Moraes.
Apoio do Museu das Comunicações -Lisboa
A Exposição inclui peças originais manuscritas por Camilo Pessanha, 1ª Edição de Clepsidra, 1ª edição das Elegias Chinesas e outros objectos do poeta assim como cartas de e para Ana de Castro Osório.

Pinturas de Pedro Barreiros ,Cruzeiro Seixas, anA , Carlos Marreiros, Nuno Barreto, Victor Hugo Marreiros, António Andrade, Armando Boaventura, Leal da Cãmara, Luis Manuel Gaspar, Rui Campos Matos, Tiago Manuel, Vasco, Victor Belem.


Homenagem a Camilo Pessanha exposição, Dialogo entre os Mundos, com apoio do Museu das Comunicações. anA, anA marques, pintora, artista plastica, poema, interrogação. Associação Wenceslau de Moraes convida anA marques a expor os seus trabalhos sobre Camilo Pessanha

24 de abril de 2008

Canto IV - Lusiadas

Pintura a óleo sobre tela - 90x160 cm - Ano 2002



Canto IV (e-89)

Em tão longo caminho e duvidoso
Por perdidos as gentes nos julgavam,
As mulheres c'um choro piedoso,
Os homens com suspiros que arrancavam.
Mães, esposas, irmãs, que o temeroso
Amor mais desconfia, acrescentavam
A desesperação e frio medo
De já não nos tornar a ver tão cedo.
Luis de Camões

28 de fevereiro de 2008

E é amar-te assim....

Tecnica mista sobre tela - 100cmx120cm - ano 2002

SER POETA
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca (1894-1930)
dia mundial poesia 21 março poesia pintada

23 de janeiro de 2008

Demissão - Poema de José Saramago

Acrilico sobre MDF com alfabeto Braille - 90cm x125cm - ano 2004

Demissão

Este mundo não presta,venha outro.
Já por tempo de mais aqui andamos
A fingir de razões suficientes.
Sejamos cães do cão:sabemos tudo
De morder os mais fracos, se mandamos,
E de lamber as mãos se dependentes.

José Saramago

Dia mundial da Poesia 2008 poemas pintados

10 de janeiro de 2008

Verdade ,Amor, Razão, Merecimento

Tecnica mista sobre madeira , com alfabeto Braille - 80cmx140cm - ano 2004

Verdade, Amor, Razão, Merecimento
Qualquer alma farão segura e forte;
Porém, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte
Têm do confuso mundo o regimento.

Efeitos mil revolve o pensamento,
E não sabe a que causa se reporte;
Mas sabe que o que é mais que vida e morte,
Que não o alcança o humano entendimento.
Doutos varões darão razões subidas;
Mas são experiências mais provadas,
E por isso é melhor ter muito visto.
Cousas há i que passam sem ser cridas
E cousas cridas há sem ser passadas...
Mas o melhor de tudo é crer em Cristo.
Luis Vaz de Camões
--------------------------------------
O autor coloca no seu soneto os valores, como personagens, que garantem a elevação da alma, ”Verdade, Amor, Razão , Merecimento”, em oposição aos valores que regem o mundo, “ Fortuna ,Caso, Tempo e Sorte”. Sua intenção é mostrar a essência do contraste entre a visão religiosa que proporciona a vida eterna e a visão materialista que busca os prazeres do mundo, e que mais que o homem pense, não consegue entender.
(…)
Ver mais

Comemorações do dia mundial poesia com pintura de anA sobre a poesia de lingua portuguesa

17 de novembro de 2007

Auto-Retrato

Trabalho exposto na Casa Bocage em 2004, no âmbito da abertura das comemorações do Ano Bocage 2005

Titulo - Uma Deidade
Técnica mista sobre madeira
140x100 cm

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Auto-retrato

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão n’altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de assistir num só terreno
Mais propenso ao furor do que à ternura,
Bebendo de níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades
(Digo de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades;

Eis Bocage, em que luz algum talento:
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia em que se achou mais pachorrento

Bocage
anA marques, anApintura, Centro de Estudos Bocageanos o seu presidente Daniel Pires,blog anA marques

1 de novembro de 2007

Poesia Erótica de Bocage


Palete das Eróticas - palete, cx cartão, massas (da sopinha de letras)

Ano 2004

Trabalho exposto:

Na Sociedade Nacional de Belas Artes em Dezembro de 2004

Na Escola Superior de Educação de Setúbal e no Museu de Arqueologia em Setúbal, no âmbito das Comemorações do "2005 Ano Bocage".

anA marques anApintura, poesia, Centro de Estudos Bocageanos o seu presidente Daniel Pires

14 de junho de 2007

Canto IV - Lusiadas

Pintura a óleo sobre tela - 90x160 cm - Ano 2002

Canto IV (e-89)

Em tão longo caminho e duvidoso
Por perdidos as gentes nos julgavam,
As mulheres c'um choro piedoso,
Os homens com suspiros que arrancavam.
Mães, esposas, irmãs, que o temeroso
Amor mais desconfia, acrescentavam
A desesperação e frio medo
De já não nos tornar a ver tão cedo.

Luis de Camões

anA marques anApintura escola lição ardósia

10 de junho de 2007

Homenagem a Bocage


Pintura a óleo e grafite sobre tela .
80x100 cm
Ano 2004


Trabalho efectuado para a abertura de "2005 Ano Bocage" com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal e a convite do Dr. Fernando António Baptista Pereira.


anApintura anA marques bocage nu ,Centro de estudos Bocageanos seu presidente Dr. Daniel Pires

17 de maio de 2007

Mar Portuguez- Poema de Fernando Pessoa

Pintura a acrílico sobre tela - 80cmx100 cm - ano 2005
"anA marques" "casa fernando pessoa" "francisco jose viegas" colagem mar

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da Dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.



Fernando Pessoa



anApintura anA marques



Mar Meu. Poema de Xanana Gusmão

.............................................................
Pintura em Acrilico sobre tela (fragmento)

Mar Meu

Pudesse eu
prender entre os dedos
os suspiros do mar
e distribui-los
ás crianças

Pudesse eu
acariciar com os dedos
A suave brisa das ondas
e sentir cabelos
de crianças

Pudesse eu
sentir nos dedos
o beijo das espumas
e ouvir os risos
das crianças


Pudesse eu
tocar com os dedos
o sono do mar
e embalar os olhos
de crianças

Pudesse eu
ter entre os dedos
belas conchinhas
e fazer colares
p’ra as crianças

Oh, mar meu!
porque esperas?
porque não dás?
porque não sentes?
porque não ouves?

Imerso nos meus pensamentos
fui subitamente estremecido
Do mar, do meu mar,
vinham tremores
saídos de barcos

Olhei para o céu
que explodia
os suspiros do mar
eram choros de agonia
a suave brisa

o cheiro do pó e do sangue
o beijo das espumas
o estertor da morte
o sono do mar
as pedras da sepultura

e as belas conchinhas
desenhavam
o destino da Pátria!




..................Xanana Gusmão


timor lorosae maubere presidente xananagusmão pintura, anA marques

16 de maio de 2007

Poema de Bocage 'Liberdade onde estás'

Pintura a acrilico sobre MDF, com alfabeto Braille


Liberdade onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia
Porque (triste de mim!), porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?

Da santa redenção é vinda a Hora
A esta parte do mundo, que desmaia.
Oh!,venha... Oh!, venha e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!

Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.

Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória ,e tudo,
Mãe do génio e prazer, ó Liberdade!


Bocage

colagem Sadino poeta setubal"anA marques" anApintura Centro de Estudos Bocageanos seu presidente Dr. Daniel Pires