19 de janeiro de 2009
Utopia - Alimentos Biológicos
1 de janeiro de 2009
UTOPIA
IMAGINE
Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today...
Imagine there's no countries,
It isnt hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...
Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the people
Sharing all the world...
You may say I'm a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one
John Lennon
Imagine (Tradução)
Imagine que não existe nenhum paraíso,
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós,
Sobre nós apenas o firmamento.
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo hoje...
Imagine que não exista nenhum país,
Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer,
Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...
Imagine nenhuma propriedade,
Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome,
Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo
Talvez seja um sonhador,
Mas eu não sou o único.
Eu espero que algum dia você se junte a nós,
E o mundo viverá como um único.
28 de novembro de 2008
Não quero nada do acaso, senão a brisa na face
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
FaE nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.
rei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,
A vida é como uma sombra que passa por sobre um rio
Ou como um passo na alfombra de um quarto que jaz vazio;
O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é;
A glória concede e nega; não tem verdades a fé.
Por isso na orla morena da praia calada e só,
Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.
Dêem-me, onde aqui jazo, só uma brisa que passe,
Não quero nada do acaso, senão a brisa na face;
Dêem-me um vago amor de quanto nunca terei
Não quero gozo nem dor, não quero vida nem lei.
Só, no silêncio cercado pelo som brusco do mar,
Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,
Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragrância da brisa de qualquer céu.
Fernando Pessoa
anA marques, artista plastica, poesia, poesia pintada, dor, sofrimento,poeta maior
18 de novembro de 2008
Quadro Negro
ter escolhido
um caminho assim?
Como foi possível
não ter ninguém
para me iluminar?
Já faz tempos,
que as carícias que tenho
são as frescas
e saborosas
lágrimas
pelo rosto a rolar.
Umas morrem
pelo caminho.
Outras,
as mais robustas ,
desmaiam nos seios
Como foi possível
eu acreditar
eu aceitar
eu ajudar
eu desculpar
eu desejar
eu amar
Como vai ser possível
continuar?
11 de novembro de 2008
O Amor Pulou o Muro

3 de novembro de 2008
Semeei lágrimas
da minha cidade.
Por cada semente
renascia a esperança
por um futuro sorriso
Passaram os anos
e eu continuei.
Semeei .semeei,
semeei lágrimas pelas ruas
da minha cidade.
Não semeies!.... de nada vale!
Diziam-me:.
terra minada, infértil
nada vinga.
As tempestades sucediam-se
as sementes apodreciam,
mas eu não desistia
de descobrir porque
os meus sorrisos não nasciam.
Há amigos, que afinal o não são.
Vinham por trás e
pulverizavam com a perversidade,
espetavam muita maldade
e só os deles floresciam
e os meus sorrisos morriam.
Para grandes pragas
grandes curas
mudar de terra, afagar ,adubar
regar, mas
Nunca desistir de semear.
26 de outubro de 2008
Morrer de Amor / Viver de Amor

Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso
ao pé da tua boca
Vivo
à pele do
sorriso
revivi
o prazer
no teu corpo
trocar tudo por ti
não será preciso.
22 de outubro de 2008
Contentamento
Fiquei muito contente por ter tomado conhecimento e ver o meu trabalho reconhecido no Brasil, país onde foi feito este texto sobre Camilo Pessanha, pelo Doutor Adelto Gonçalves,ilustrado com este meu trabalho.
Ver texto
Alento para continuar é fundamental.
Estou tão contente!!!
Os meu agradecimentos vão também para o Fausto Giudice editor do site Tlaxcala.
11 de outubro de 2008
Ontem Sonhei com o Futuro
É um dos meu artistas preferidos , sinto por ele um carinho muito grande .Recordo quando me foi apresentado no restaurante Fernando em Albufeira , pelo meu irmão .Ele não me conhece obviamente, mas eu conheço-o muito bem.
Fiquei contente , está um homem renovado. Parabéns Fernando. Perdeu 20kg em 6 meses. Parabéns também pela medalha de mérito da cidade de Lisboa atribuida pelo Presidente António Costa. Parabéns pelo espectáculo. Parabens pelo neto.
Tecnica mista sobre mdf 40x100cm -Out.2008
Ontem Sonhei com o Futuro"
Palavras ditas lentamente
oiço-as cantadas entre a gente
quero andar
quero correr
escrever vontades de cantar e de dizer
mas não consigo só o pensar é puro
ontem sonhei com o futuro
tantos desejos calmamente
são segredos entre a gente
quero falar
compreender
dizer palavras de cantar e de escrever
mas não consigo só o sonhar é puro
ontem sonhei com o futuro
ontem sonhei com o futuro
ontem sonhei com o futuro
passo a barreira
eu salto o muro
ontem sonhei com o futuro
passam os dias fascinantes
eles são em sonho o que eram dantes
quero olhar
eu quero ver
cantar palavras de falar e entender
mas não consigo só o pensar é puro
ontem sonhei com o futuro.
mato fantasmas circulantes
se fosse Deus era Cervantes
quero acordar
quero viver
saber de tudo sem ter tempo para aprender
mas não consigo, sonhar é mais seguro:
ontem sonhei com o futuro
7 de outubro de 2008
E por vezes
Técnica mista sobre tela -116x80 cm- Ano 20037 de setembro de 2008
Azul, Preto e Branco
Acrilico sobre tela -Diptico 80x120 cm.18 de julho de 2008
Sexo na cidade


12 de julho de 2008
A explicação é só uma ...
11 de julho de 2008
Exposição na Galeria Hibiscos

...................................
Esta fotografia foi "roubada "do http://utopia-npaf.blogspot.com/
O Nucleo Português de Arte Fantástica fez a sua apresentação na Galeria Hibiscos - Rua Latino Coelho 63-A. Lisboa
Estão trabalhos expostos de David Cara-Nova; Firmo Silva , Victor Lages, Hugo Lúcio , Luis Fernandes e anA .
O meu trabalho tem o tema ....se o homem engravidasse... assunto que comecei a trabalhar no ano 2000.
Passem por lá ... talvez gostem.
4 de julho de 2008
Utopia - Exposição
A Arte Fantástica é do meu ponto de vista a Grande Arte, porque sem dúvida ela tem existido desde o princípio da humanidade até aos dias de hoje e de certeza que se perpetuará no futuro.
A Grande Arte ou Arte Fantástica caracteriza-se pela transformação do real em imaginário e tem sempre uma conotação figurativa, além de transmitir diversas abordagens que podem ir do sonho ao sobrenatural, das premonições às visões de um mundo diferente, passando por expressões de crises sociais, além do cómico, do mítico, do erótico ou do horror.
Mais ainda, a Grande Arte tem ao longo da história da humanidade através do simbolismo, contado e interpretado, os mais importantes contos e lendas, bem como tem estado sempre presente em todas as culturas e religiões de todos os povos.Na chamada pré-história, ela é a mais significativa forma de expressão artística.
Se analisarmos os objectos mais antigos e artísticos que conhecemos, verificamos que se trata de Arte Fantástica, disso é o exemplo da escultura conhecida como “Vénus de Willendorf” que se estima ter 25.000 A.C., é uma peça em calcário que mede 11 cm de altura e que se encontra no Naturhistorisches Museum em Viena, Áustria. Esta peça mostra uma figura feminina de formas exageradas querendo de certo, simbolizar fertilidade.
O que a caracteriza de Arte Fantástica é o facto de ter a idade que tem e de não ser anatomicamente realista, sem que no entanto o deixe de ser.
Ler mais em NAF
Apresentação à Comunicação Social a 7 de Julho de 2008
anA marques
Participo nesta mostra de Arte Fantástica com os meus trabalhos com o tema "Gravidez Masculina " trabalho de fim de curso de 2000/1
24 de junho de 2008
Corpos e mais corpos
Somos um grupo de 3 elementos que decidimos trabalhar exaustivamente, O Corpo.
Já iniciámos …e não temos data para terminar .O corpo humano foi o eleito.O caminho vai ser longo, e desconhecemos como, e com quem vai acabar.
Eu já posso mostrar este bocadinho.
16 de junho de 2008
Fecho éclair
A ideia do fecho éclair nasceu em 1891. O inventor norte-americano Whitcomb Judson, cansado de amarrar os cordões dos sapatos e das frequentes queixas da mulher pela cansativa tarefa de amarrar os cordões dos espartilhos, inventou um engenhoso sistema de ganchos e colchetes com uma engenhoca deslizante para fechar e abrir. Apresentou o seu invento na Exposição Mundial de Chicago em 1893. Mas o sistema não funcionava bem e não teve qualquer êxito. Apenas vendeu 20 "hookless fastener", como lhe chamou, aos Serviços Postais Americanos para fechar as malas da correspondência.Gideon Sundbäck, uma engenheira sueca radicada nos Estados Unidos, em 1912 substituiu os ganchos e colchetes por grampos que encaixavam uns nos outros e aperfeiçoou o sistema de abrir e fechar. Produziu assim o "Hookless #2". No mesmo ano, um sistema semelhante foi patenteado na Europa por Catharina Kuhn-Moos. Sundbäck patenteou a sua invenção nos Estados Unidos em 29 de Abril de 1913.Em 1917, a Marinha americana equipou os fatos dos aviadores com "slide fasteners". Contudo, a maioria das pessoas não percebia bem qual a utilidade de semelhante fecho. Ninguém os queria.Só em 1923 a Companhia B.F. Goodrich Company encomendou 150'000 "slide fasteners" para colocar em polainas, então em uso. Em 1926 mudou-lhe o nome para "zipper". Só a partir dos anos 30 é que o uso dos "zipper", o nosso "fecho éclair", se generalizou em roupas de homem e mulher.
tinha um colar de oiro com pedras
rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.
Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.
Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.
Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.
Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.
23 de maio de 2008
140º Aniversário de Camilo Pessanha
Venham, divulguem, celebremos Camilo Pessanha. 15 de maio de 2008
Vulcão
7 de maio de 2008
Colagem
Técnica das artes visuais e plásticas que permite produzir uma obra de arte recorrendo a vários materiais, geralmente dissemelhantes entre si, reagrupando-os num todo para comunicar um novo sentido. Picasso e Braque foram os primeiros cultores plásticos da colagem, inaugurando uma nova estética da fragmentaridade e da surpresa, explorando todas as possibilidades do cubismo. O material de suporte da colagem, que não se restringe já às artes visuais e plásticas, chegando à literatura, pode incluir: recortes de jornais e revistas, etiquetas, rótulos, bilhetes de espectáculos, receitas várias, etc. Trata-se, pois, de um conceito que necessita da citação e do pastiche. Trata-se, em primeiro lugar, de um acto de reapropriação de elementos preexistentes, mas que, isolados entre si, não formam um sentido. O artista procede à colagem não para recuperar um sentido perdido ou oculto, mas, muitas vezes, para parodiar sentidos esperados ou convencionais. A criação de uma colagem raramente tem como objectivo a restauração ou remediação de um sentido: visa antes a desintegração, a ruptura e o choque visual com os sentidos reconhecidos nos elementos colados.
Embora o recurso a alusões possa ser considerado uma forma de colagem, tão antiga quanto a própria literatura, esta técnica desenvolveu-se em particular no século XX, a partir das experiências cubistas, futuristas, dadaístas, surrealistas, e de todas as formas experimentais de arte, incluindo a literatura. Alguns textos exemplares da literatura modernista exploraram esta possibilidade criativa, por exemplo, Ulisses, de James Joyce, The Waste Land, de T. S. Eliot ou Cantos, de Ezara Pound; Apollinaire e Saint-John Perse recriaram-se com colagens dos seus próprios textos; Robert Francis também nos deu um bom exemplo de colagem literária no seu “Silent Poem”, onde agrupa palavras com forte sonoridade e grande impacte visual. Na literatura portuguesa, podemos ilustrar a técnica da colagem com o poema de Almada Negreiros «Mima-Fatáxa - Sinfonia Cosmopolita e Apologia do Triângulo Feminino». Trata-se de um texto declaradamente futurista, apoiado por um grafismo de vanguarda e que, provocadoramente, escolhe para tema os amores homossexuais de uma bailarina que Almada conhecera em Paris e cujo nome é uma colagem de estrelas parisienses:
Texto de Carlos Ceia
anA , anA marques , blog anA marques
24 de abril de 2008
Canto IV - Lusiadas
13 de abril de 2008
Nu Masculino
A nudez sempre foi muito apreciada na Arte. É provável que tal facto fique a dever-se mais ao seu cariz sexual, eco distante da nossa natureza animal, do que a questões estéticas - a beleza. No entanto é inegável que as representações de nus proliferam na Pintura, na Escultura ou na Fotografia. Será que o corpo humano é intrinsecamente belo ou todos nós - artistas incluídos - somos voyeurs compulsivos?
A questão é complexa e foi já por várias vezes aqui abordada. A linha que demarca a arte erótica da pornografia é ténue e a nossa predisposição genética para achar belo o género que nos atrai sexualmente - homem ou mulher - acaba por nos toldar ainda mais o raciocínio e o sentimento. Não sabemos se o que realmente gostamos é da composição, da forma, da cor, do ritmo, do contraste, ou do(s) modelo(s) propriamente dito(s). As nossas reacções são então simultaneamente curiosas e reveladoras.Quase sempre o senso comum tem uma de duas atitudes perante a representação do corpo humano nu: ou o condena, apodando-o de indecente, ou lhe confere o estatuto de Arte. Esta segunda posição é a que nos interessa; apenas na aparência é mais culta e com frequência mascara ignorância e o receio de a mostrar perante os outros.
As primeiras representações de nus com uma finalidade estética surgiram na Grécia Antiga. É preciso relembrar a grande proximidade, para não dizer coincidência, entre aquilo a que então se chamava Arte e a Religião. A Mitologia grega era composta por figuras antropomórficas, seres perfeitos que o Homem tentava igualar. Esta busca pela perfeição levou à instituição de um verdadeiro culto do corpo de proporções ideais que as esculturas de Fídias, Praxíteles e outros artistas plasmaram no mármore e no bronze. Nunca, desde então, se assistiu a outra representação de um nu com estes propósitos tão "puros" - Arte verdadeira.
Não obstante o nu continuou a preencher uma quota importante das temáticas utilizadas pelos pintores, escultores e, mais recentemente, pelos fotógrafos com todas as implicações trazidas pelo realismo próprio da fotografia. A uns interessa-lhes o jogo formal proporcionado pelas linhas ondulantes dos corpos; a outros o significado.
Porém há uma dimensão da obra de arte que se reveste de um carácter sensual na acepção original do termo, ou seja, a percepção e estimulação dos sentidos. Não há artista que se preze que não deseje fazer vibrar o seu público. E que melhor meio para isso, então, do que o corpo humano nu? Os artistas sabem-no bem, como sabem também que a Arte deve ter sexo... e nexo.
ver mais em: http://blog.uncovering.org/archives/2008/01/porque_ha_tanto.html
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Será?????????????????????????
anA marques. anA
9 de abril de 2008
Liberdade Onde Estás?
Liberdade onde estás
Liberdade onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia
Porque (triste de mim!), porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a Hora
A esta parte do mundo, que desmaia.
Oh!,venha... Oh!, venha e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!
Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória ,e tudo,
Mãe do génio e prazer, ó Liberdade!
..........................................................Bocage
Esta postagem foi a pensar na Anna Tree do arvore de letras ,que ontem sugeria o meu post sobre a Ericeira. Obrigada Anna.
arvore de letras, anna tree , anA marques, artes plasticas
3 de abril de 2008
26 de março de 2008
Nascemos Para Amar
Evitei o quanto pude, mas não posso mais. Preciso falar sobre o amor. Só agora me sinto confortável para poder escrever sobre esse assunto. Não tenho mais noção de nada, ridiculamente fora do alcance de qualquer aviso. Já não me importa a opinião alheia, quem quiser que me condene por ser feliz. Não a felicidade previsível e segura que não conta com riscos, quero a minha sentença baseada na felicidade irresponsável, inacreditável, além do entendimento. Amar e ser o melhor que jamais se sonhou. Ser feliz e fazer feliz, estar tão irremediavelmente bem, que ninguém necessita perguntar para saber. Tornar a minha companhia, insuportavelmente agradável e alegre, me desculpe quem por algum motivo obscuro se incomodar com isso. Há como escrever sobre o amor sem ser brega, mas não há como estar amando e escrever sobre o amor sem se arriscar a parecer absurdo, exagerado. É como diz Fernando Pessoa em seu poema...
.Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
.Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
.As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
.Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
.Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
.A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
.(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.).
Álvaro de Campos, 21-10-1935
.
.O amor, o impossível e inverossímil, tem que tornar o casal melhor, fazê-lo perder o medo, a vergonha, ser superlativo e retumbante, ecoar e ricochetar em cada fato e instante. Quebrar todas as amarras, certezas, verdades absolutas, doer quando machucar e fazer até a alma gozar quando amar. Cristalizar sonhos, materializar ilusões, percorrer imensidões, duvidar do limite. Cantar e dançar alucinado no dia e na noite. Acordado ou dormindo. Oferecer liberdade. Só com a poesia ou com a loucura é possível traduzir o amor, eu estou munido de ambos. E amando.
Roubei este texto ao E-Agora-Jose.blogspot.com
Nós cá temos um provébio que diz: " Não há bem que sempre dure, nem mal nunca acabe".
16 de março de 2008
Eu só queria ter
Só queria ter
Um céu sempre azul
E à noite estrelas a brilhar,
E saber o homem livre
Como o sopro do vento.
Só queria ter pão,
Uma casa simples
Com àrvores em redor
E aves a cantar,
E claro o meu amor
Para beijar.
José Infante
28 de fevereiro de 2008
E é amar-te assim....
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!
23 de fevereiro de 2008
Voa mais largo
Latitude
que nos cortem as asas mas o canto
voa muito mais largo do que as penas.



