29 de maio de 2011

"4 minutos e 33 segundos"

Exposição de Pintura " Representações do Silêncio"
the master's "silent piece"



«… Tudo o que fazemos é música…»
John Cage.
… Tensão...
A mente ocidental tem como registo-base o pensar. Desde pequeninos apreendemos o mundo pelos sentidos e pensamos acerca das nossas percepções sempre tão impartilháveis e contingentes. Desconfio que já pensávamos quando estávamos em gestação. Suspeito ainda que mesmo antes disso já pensávamos enquanto neurónios dispersos pelos corpos físicos dos nossos antepassados, em antecedência ao projecto de ser que ainda não éramos - nem pensávamos vir a ser um dia. A provar-se isto, facilmente se diria que todo o Universo pensa e que ao pensar - se pensa a si mesmo -, o que para o caso pouco importa. Cosmo/onto/teo/logias à parte o ser humano pensa e pensa e volta a pensar em todos os actos da sua vida, e pensa até a morte o levar. Ouso afirmar que mesmo depois disso continuará para sempre a pensar por intermédio daqueles que persistem.
Não sei se pensamos por herança cultural ou por hábito genético anteriormente inculcado. Simplesmente pensamos e a mente dá voltas, piruetas e saltos mortais e não pára jamais. Constrói autênticos corolários de mundos feitos de abstracção conceptual. Mundos feitos de um glorioso nada afinal. No entanto nós que dizemos abstrair por tanta abstracção fazermos, ao abstrair-nos de qualquer um dos estímulos dos sentidos - praticando aí uma verdadeira abstracção de nós mesmos, porque reagimos tão estranhamente, da impassividade ao riso e da surpresa até à cólera? No caso do silêncio porque nos sentimos tão chocados, abtraídos (traídos em si) e em tensão, devido à falta de um qualquer input exterior?
Somos tão solicitados a fazer minutos de silêncio pelas vítimas das mais nobres causas, e quando o fazemos pela nossa própria causa a estranheza surge e com ela a tensão. É que a ideia de silêncio deixa-nos entregues aos nossos conteúdos interiores e o que nos choca realmente é a suposição da aplicação a nós mesmos - da atenção do próximo.
… Atenção…
Juntar muitas pessoas num recinto de espectáculos a fim de escutar uma peça musical é comum. Incomum é o facto de a obra a escutar ser aparentemente uma não-obra cuja execução é deixada ao cuidado do som gerado pelo colectivo público/orquestra. Aí e num ápice esbate-se a diferença funcional e sem abrigo certo, todos passam a ser um mesmo corpo de silêncio. Neste nivelamento súbito todos passam a ser simultaneamente executantes e espectadores. Aí ninguém interpreta mas todos se interpretam, pois a tensão surge pela formação espontânea de uma comunidade organizada em torno da cumplicidade do silêncio. Esta é uma situação incómoda perante a qual convenções habituais como sejam a história da música ou o estilo, o ritmo ou o tipo de andamento, a subjectividade da interpretação ou o gosto pessoal derrocam, surgindo em seu lugar um crescente cepticismo epistemológico relativamente ao conhecimento perceptivo. Isto ocorre da vivência de uma Crítica da Audição Pura a qual é mais e mais apurada, à medida que o tempo decorre e que ocorrem as irreprimíveis manifestações fisiológicas inerentes à condição de quem é ser vivente num corpo físico. Este corpo passa assim à condição de instrumento atento que ger(e)a uma composição ad libitum, metamorfoseando gradualmente tensão psicológica em atenção perceptiva aplicada à densidade envolvente. Nos raros momentos em que todos conseguem suspender o seu contributo sonoro, subsiste ainda e sempre em fundo uma ténue, grave e crescente ressonância residual. Esta tem uma dupla causalidade; ambiente e subjectiva. Ambiente porque mesmo que tudo esteja em (suposto) silêncio toda a realidade vibra e essa vibração gera som. Subjectiva porque o simples funcionamento de todo o organismo vivo - julgado silencioso - gera som. Os batimentos cardíacos e a respiração que o digam.
Quando se gera um tempo aperceptivo cujo único objecto é a própria percepção a mente em tensão capta a densidade, transformando o desconforto da tensão em gestão da atenção com que a consciência se dirige aos fenómenos a fim de os poder pensar. Será isto meditar?
… Meditação…
Mas que forma de entender a realidade é esta que não se apercebe da mais radical presença que nos rodeia constantemente? Todo o nosso pensar é sempre acompanhado por fenómenos musicais - compostos por som e silêncio. Nesse sentido cada um de nós é um compositor pela forma pessoal como gere a sua musicalidade interna - com a qual organiza o mundo. Na placenta já ouvíamos o rumor anunciado de um mundo exterior mediado pelo abrigo natural de transição que era o ventre de nossa mãe. Quando nascemos fizemo-lo com alarido e pela acção gradual da idade surge a modulação do ruído consonante à nossa identidade, o qual se vai harmonizando e ganha a função de palavra musical directora de sentido. Vivemos num mundo de som e som(os) surpreendidos pela tensão, e acalmamo-nos pela atenção com que objectivamos tudo aquilo que identificamos, até um dia concluirmos que tudo o que existe é composto de melodia imanente à sua força vital na existência. Ainda assim, a suposição de ausência dessa presença sonora invoca em nós o fim certo anunciado naquele dia marcante do final da infância - quando chocados descobrimos a consciência da finitude humana. É que - como bem sabemos - quem morre deixa de fazer ruído. Assim quando alguém pressente a aparência do silêncio surgir, preenche de imediato esse suposto vazio com o ruído produzido pelo seu pensamento, evitando compulsivamente o fantasioso “silêncio de morte”. Assim abs-traímos e nos dis-traímos para que tudo continue fazendo sentido - nem que este seja falso - e apenas à imagem da conveniência das convenções e interesses sociais. Assim surge a ilusão colectiva de que há silêncio no Mundo, quando aquilo a que chamam silêncio é já por si o som expressivo desse imenso sistema chamado Universo.

Tensão. Atenção. Meditação. Quando um autor atinge um tal grau crítico em relação à percepção, certamente considera que nada tem a dizer, e como nada tem para dizer cala-se. Ao calar-se deixa o universo compor e exprimir-se durante “4 minutos e 33 segundos”.
Peço 33 segundos de silêncio em homenagem a um “silêncio“ que não existe…
Texto de José Neto

25 de maio de 2011

Estudos

........................................
Estudos a grafite sobre papel com base em fotografias de Sebastião Salgado
anA marques, desenho ,crianças ...
anApintura,

17 de maio de 2011

CONVITE


Galeria de Arte do Edificio do Banco de Portugal em Leiria. 
.
IV Bienal de Artes Plásticas de Santa Catarina da Serra
com tema "HERITAGE"

15 de maio de 2011

5 de maio de 2011

21 de abril de 2011

Horizonte ao anoitecer



Acrílico sobre madeira - 8x 20cm - ano 2010

18 de abril de 2011

Ausência de cor

Título: Ausência - 100x130cm - ano 2011


A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
...................................Carlos Drummond de Andrade

anApintura,anA marques,pintora, artista plástica

4 de abril de 2011

Hoje Lisboa está assim

Acrilico sobre papel de fotografia -Ano 2011 - 20x30 cm


Hoje Lisboa está assim
O ceu está limpo ,
O Sol acordado
O Tejo azul, imaginado.
.........................LGA- 2005
anA marques, anA, anA pintura, artista plástica.

29 de março de 2011

Nuvem negra

Nuvem negra - Photoshop - ano 2011


Uma nuvem castanha já domina todo o subcontinente indiano do Sri Lanka ao Afeganistão e é a causa do clima inconstante, que tem provocado inundações no Bangladesh, Nepal e nordeste da Índia, e que levou à seca no noroeste indiano e no Paquistão. Para Klaus Toepfer, director do Programa de Meio Ambiente da ONU, este fenómeno pode ter implicações globais. Isto porque uma nuvem de partículas de poluentes pode dar a volta ao mundo numa semana. Embora outros continentes também sejam atingidos pela poluição, como a América e a Europa, os cientistas surpreenderam-se com a capacidade de extensão da nuvem negra, bem como com a quantidade de carbono negro que ela comporta. No maior estudo já feito sobre o fenómeno, promovido pelas Nações Unidas, 200 cientistas alertam para o facto de que a nuvem, cujo tamanho é estimado em três quilómetros, é responsável por centenas de milhares de mortes por ano, causadas por doenças respiratórias. O relatório preliminar da ONU foi divulgado três semanas antes da reunião sobre a temática, que teve lugar na cidade sul-africana de Johannesburgo, em Agosto 2002. Esta estranha e perigosa nuvem é composta por uma mistura de aerossóis, cinzas, fuligem e outras partículas, e o seu alcance vai muito além da região estudada no subcontinente indiano, atingindo já o leste e o sudeste da Ásia. Se antes os cientistas pensavam que somente os gases-estufa, mais leves, como o dióxido de carbono, podiam viajar através da Terra, agora sabem as nuvens de aerossóis também o podem fazer. Segundo Toepfer, esta nuvem negra é o resultado dos múltiplos incêndios, da queima de resíduos agrícolas, de aumentos acentuados na queima de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e fábricas e também do uso inadequado dos fogões das próprias casas. Como consequência das mudanças de temperatura, esta nuvem está a desorientar os fenómenos naturais. Para os cientistas, as mudanças estão à vista, por exemplo, na diminuição e aumento do volume das chuvas que no Inverno acompanham as monções, o vento típico do sul da Ásia. Segundo afirmaram às agências internacionais, as chuvas estariam a diminuir no noroeste do continente, enquanto aumentam mais a leste. Segundo estimativas, esta névoa negra vai reduzir de 20% a 40% a chuva e a neve no noroeste da Índia, Paquistão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central. Com base em informações fornecidas por navios, aviões e satélites, o estudo sobre a nuvem negra da Ásia analisou os meses de Inverno do hemisfério norte no período de 1995 a 2000. Deste modo, os cientistas puderam analisar outras partes do mundo, como as Ilhas Maldivas, para ver como a nuvem tem afectado o clima. Os cientistas descobriram, então, que a névoa reduz a luz solar promovendo o aquecimento da atmosfera e que também cria chuva ácida, uma séria ameaça para árvores e colheitas, que contamina os oceanos e afecta a agricultura. No entanto, os cientistas dizem que precisam ainda de informações mais específicas, mas antecipam que o impacto regional e global dessa nuvem poluente vai intensificar-se nos próximos 30 anos, quando se estima que a Ásia terá cinco biliões de habitantes. Para Paul Crutzen, que participou do estudo e é um cientista premiado com o Nobel e um dos primeiros a identificar as causas do buraco na camada de ozono da Terra, morrem anualmente na Índia cerca de dois milhões de pessoas devido à poluição atmosférica. Mas, como o tempo de vida dos poluentes é curto e podem ser levados pela chuva, os cientistas têm esperança de que se os asiáticos usarem outros meios para queimar combustíveis, como por exemplo melhores fogões e fontes de energia mais limpas, o problema pode ser amenizado.



Mais aqui:


anA, anA marques, anA pintura, artista plástica

28 de março de 2011

Clube Literário do Porto

Lançamento do livro Questionarte no Porto
...............................Mais infomação aqui: http://www.insat.pt/questionarte ....................................................anA , anA marques, anApintura, artista plastica

23 de março de 2011

Em Lisboa há dias assim

Técnica mista sobre tela - ano2011
Horizontes ,Lisboa , tejo, anA pintura, anA marques.

14 de março de 2011

Arte Novotel Lisboa

Convite para exposição de pintura e escultura no Novotel em Lisboa -Av José Malhoa.
CONVITE

anA marques e o impulso poético

A obra de anA marques cria pontes entre a pintura e a música, entre o desenho e a poesia, a cor e o ritmo ou o imaginário e o real. Mas, não se limitando a estas dualidades, anA marques assume uma grande liberdade criativa em que todos os caminhos podem cruzar-se uns com os outros. A diversidade dos seus trabalhos, denotando ausência de amarras a técnicas e temáticas, é atravessada pelo equilíbrio de tons e proporções que procura agarrar o espectador pela simplicidade. Olhar para as suas obras, independentemente das emoções que desperta, significa, quase sempre, olhar para algo que carrega beleza.

Elisabete Lucas
Jornalista e Escritora
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Nicolau Campos

A sua obra mostra-se-nos firme e vigorosa no conceito, sem que isso signifique que esteja “presa”, mas sim bem multi-comunicativa, dando uma resposta clara ao assimilado mediante a transmissão fiel, o rigor de um trabalho muito simbólico que mais não faz do que salientar do todo o feito singular, a detalhar, o que é uma sensibilidade inata, uma visão peculiar que não desfigura ou profana o importante da obra, a ideia, o ritmo, a busca do mais fiel possível de uma transmissão de significados num contexto em que o fundo é mero recheio, mero vazio existencial que acompanha, dando maior preponderância à ideia base, a qual se nos mostra com evidência em cada obra, quer seja pintura ou escultura.

Francisco Arroyo Ceballos
De la Asociaçión Española de Críticos de Arte
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Aristides Meneses influenciado por três continentes

Nascido em Lourenço Marques, actual Maputo, em Moçambique, de ascendência goesa, Aristides Meneses faz parte de uma família que nos últimos cem anos habitou em três continentes. Toda a sua arte está influenciada por essas três culturas, como testemunham as cores fortes e contrastantes ou os imensos espaços em que se desenvolve a acção pictórica. De forma discreta e suave a sua pintura reflecte essa multiplicidade de influências culturais explícitas ou subtis.

Elisabete Lucas
Jornalista e Escritora
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Apoio Novotel -Lisboa

anA marques, anapintura, artista plástica, acrilico,oleo

12 de março de 2011

Clube Literário Porto

Dia 27 de Março no Clube Literário do Porto

.
Capa...................................................Mar Portuguez -técnica mista sobre tela


Apresentação do livro «Questionarte»,
de José Neto, Elisabete Lucas e Aristides Meneses
no Clube Literário do Porto - dia 27.03.2011, ás 16h00
Com a presença dos seguintes artistas plásticos: (mais aqui)

Jorge Vilaça
anA Marques
Nicolau Campos
Aristides Meneses

Durante a apresentação estarão patentes obras de arte de alguns dos artistas presentes no livro.
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega
Porto
anA marques, anA pintura, anA, artista plástica

6 de março de 2011

Em Lisboa há dias assim

Em Lisboa há dias assim-( série horizontes)- ano 2010 - 13x17cm-

Acrílico sobre tela

anA marques, artista plástica, anA

24 de fevereiro de 2011

Eu,tu,ele, nós,vós, eles




.


Trabalho baseado no fime de REGGIO,G (Life as a war)
http://www.youtube.com/watch?v=bkxTmCWJE6A&feature=relmfu
A referência desta exposição é o filme REGGIO, G., Naqoyqatsi (life as War), New York, LLC and Miramax Film Corp., 2002. Se este arquivo do cinema não verbal procura transmitir ao espectador todo um fluxo da consciência histórica patente na realidade do nosso tempo, então os artistas foram convidados a pensar a questão: “O que é uma arte contemporânea?”. As respostas são dadas na forma de trabalho artístico.

Desta maneira surgiu ...o tema “Suportes da consciência contemporânea”. Embora um juízo imediatista tenha tendência para predicá-lo como difícil ou até pretencioso, a essa postura poderá responder-se que a vida de artista não é fácil (fácil é comer e beber), e que aqui existe a séria pretensão de fazer o observador pensar (e não apenas contemplar objectos). Isto porque, se o suporte é onde a obra se materializa e a consciência é o conceito que define a forma psíquica constituída pelo somatório dos conteúdos hereditários, sistemas de crença, experiência subjectiva da realidade e expectativas para o futuro, já o contemporâneo transporta consigo algum desconforto adicional, visto que, cada vez que o afirmamos referimo-nos ao mais recente momento decorrido no presente. Tal quer dizer que cada momento é uma nova manifestação do tempo e com esta surgirá (ou deveria surgir) algo sempre novo. Assim, se a arte é o exercício mais incondicionado da actividade humana, então o seu fazer actual não deve estar cerceado pela historicidade convencional dos estilos, ou pela obediência ao conforto das categorias.

Neste contexto posso dizer que as soluções aqui apresentadas reflectem a constante renovação do pensar, decorrida e materializada num tempo presente - a que chamo arte contemporânea.

José Neto
2011

13 de fevereiro de 2011

Convite




A referência desta exposição é o filme REGGIO, G., Naqoyqatsi (life as War), New York, LLC and Miramax Film Corp., 2002. Se este arquivo do cinema não verbal procura transmitir ao espectador todo um fluxo da consciência histórica patente na realidade do nosso tempo, então os artistas foram convidados a pensar a questão: “O que é uma arte contemporânea?”. As respostas são dadas na forma de trabalho artístico.

Desta maneira surgiu ...o tema “Suportes da consciência contemporânea”. Embora um juízo imediatista tenha tendência para predicá-lo como difícil ou até pretencioso, a essa postura poderá responder-se que a vida de artista não é fácil (fácil é comer e beber), e que aqui existe a séria pretensão de fazer o observador pensar (e não apenas contemplar objectos). Isto porque, se o suporte é onde a obra se materializa e a consciência é o conceito que define a forma psíquica constituída pelo somatório dos conteúdos hereditários, sistemas de crença, experiência subjectiva da realidade e expectativas para o futuro, já o contemporâneo transporta consigo algum desconforto adicional, visto que, cada vez que o afirmamos referimo-nos ao mais recente momento decorrido no presente. Tal quer dizer que cada momento é uma nova manifestação do tempo e com esta surgirá (ou deveria surgir) algo sempre novo. Assim, se a arte é o exercício mais incondicionado da actividade humana, então o seu fazer actual não deve estar cerceado pela historicidade convencional dos estilos, ou pela obediência ao conforto das categorias.

Neste contexto posso dizer que as soluções aqui apresentadas reflectem a constante renovação do pensar, decorrida e materializada num tempo presente - a que chamo arte contemporânea.

José Neto
2011

anA marques,anApintura, artista plástica

8 de fevereiro de 2011

Em Lisboa há dias assim .

Técnica mista sobre cartão - 10x15 cm - 2011
Em Lisboa há dias assim. Escuros .
Em Lisboa o rio Tejo também fica assim, cinzento e revoltado
Em Lisboa nos dias enevoados e cinzentos as aves voam apressadas e frenéticas .
Em Lisboa, nos dias assim , imagino-te ensolarada.
anA marques,anA pintura,artista plástica

3 de fevereiro de 2011

Sol de inverno

O cheiro do Rio Tejo , a tranquilidade e o calor do Sol desta manhã de Inverno, enfraquece a tristeza dos dias de "guerra" e dou início ao bronzeamento de Inverno.

anA marques, anapintura, artista plástica

30 de janeiro de 2011

A vida como uma guerra

IInstalação -Espada de Almirante, tela e tinta acrílica sobre tela (pormenor) - ano 2010
anA marques

´Life as war é um documentário que serve de tema à próxima exposição colectiva do Projecto Arte&mente de José Neto

Naqoyqatsi: Life as war é um documentário lançado em 2002 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass e com trechos executados pelo violoncelista Yo-Yo Ma.

Fonte: wikipédia

anA marques, anapintura, anA, Malaposta, pintura na malaposta, projecto Arte&mente de José Neto

18 de janeiro de 2011

Touro Ferido

Acrílico sobre cartão - ano 2010 - 15x 25cm

anA marques, ana pintura,artista plastica.- Acabar com as touradas e deixar de fazer sofrer os animais.

12 de janeiro de 2011

As Palavras

Um video para todos os que gostam de desenhar letras ou ler as desenhadas pelos outros .
Vão gostar de certeza.



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11 de janeiro de 2011

Verdade, amor, razão, merecimento

Parede (paredal) 370x280 cm -
caneta feltro sobre parede - ano 2011

Intervenção na Sala de Estudo dos alunos no CED. D. Maria em Lisboa
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Luís Vaz de Camões (1524/25?-1580) é considerado o maior poeta renascentista português e uma das mais expressivas vozes de nossa língua . Sua biografia, permeada de lendas, nunca pôde ser totalmente reconstituída por falta de documentação. Sabemos que o poeta nasceu pobre e morreu quase miserável, solitário e infeliz. Com pouco mais de vinte anos (1549), perdeu o olho direito em Ceuta (Marrocos), onde servia como soldado raso. Regressando a Lisboa, levou vida boêmia e agitada. Uma briga, em que feriu um servidor do paço, foi causa de sua prisão, em 1552, e de seu desterro para o Oriente em 1553. Durante três anos prestou serviço militar na Índia, seguindo depois para Macau. Nadando com apenas um braço, teria salvado o manuscrito de seu poema épico Os Lusíadas. Em 1569 voltou a Lisboa, onde morreu em 10 de junho de 1580.

(...)
Temas mais abstractos como o do desconcerto do mundo (expresso no soneto «Verdade, Amor, Razão, Merecimento» ou na esparsa «Os bons vi sempre passar/no mundo graves tormentos»), a passagem inexorável do tempo com todas as mudanças implicadas, sempre negativas do ponto de vista pessoal (como observa Camões no soneto «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades»), as considerações de ordem autobiográfica (como nos sonetos «Erros meus, má fortuna, amor ardente» ou «O dia em que eu nasci, moura e pereça», que transmitem a concepção desesperançada, pessimista, da vida própria), são outros temas dominantes da poesia lírica de Camões.
.

anA marques, anApintura, palavras,artista plástica

7 de janeiro de 2011

Camões no Oriente

Jardim de Camões em Macau - Foto de 2006



Canto IV -Lusiadas -Técnica mista sobre tela

Gruta no Jardim do Poeta Luis de Camões - Macau
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1 de janeiro de 2011

O Atelier

............... YES, WE CAN! ...............
............... I HAVE A DREAM! ...............
(...)o que desejamos é que alguém nos ajude a abrir a janela de sonho, de esperança,... para que possamos ver o arco-iris após um dia de chuva... e depois, depois deixar entrar o Sol , o cheiro do Rio Tejo e fazer o que gostamos.


.

.........................

Um estúdio ou atelier é o lugar de trabalho de pessoas com vontade de criar e onde se pode experimentar, manipular e produzir um ou mais tipos de arte. Incluem-se nesta definição não só qualquer pequena sala onde um indivíduo trabalha na sua fotografia, vídeo, ilustração, escultura, pintura, animação, música, rádio etc., mas também grandes edifícios, como ocorre na indústria fonográfica e cinematográfica.

A etimologia da palavra "estúdio" deriva da palavra do Latim studere que pode ser traduzido como a "ânsia de conseguir algo", também existe como uma adaptação do termo em inglês "studio".

O termo francês para estúdio, atelier, além de designar um estúdio artístico, é utilizado para caracterizar o estúdio de um designer de moda ou mesmo artesão — nesta última forma, é frequente a presença de cavaletes, mesas de desenho, suportes para escultura, etc, nos ateliers.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%BAdio
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30 de dezembro de 2010

Homenagem a Martin Luther King

Técnica mista sobre madeira- ano 2010 - 90x120 cm

Pouca coisa é necessária para transfomar inteiramente uma vida;
amor no coração e sorriso nos lábios.
Martin Luther King
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26 de dezembro de 2010


Baía do Mindelo
Acrilico sobre MDF - 70x85 cm - out-2010

Impossivel ficar indiferente à paisagem
A cidade do Mindelo é uma das poucas cidades do mundo onde se respira uma atmosfera invulgar e muito própria, que é sempre difícil descrever por palavras. Ao clima ameno, pautado por uma temperatura suave, juntam-se a harmonia do traçado das ruas e as reminiscências da arquitectura portuguesa em edifícios admiravelmente preservados. O antigo Palácio do Governador (hoje, Palácio do Povo), constitui o expoente máximo dessa preservação e é, porventura, o melhor exemplo de arquitectura colonial portuguesa em África.
Mindelo - Capital Lusófona da Cultura caboverdiana.
Cidade de poetas e artistas, Mindelo é porém famoso e conhecido por algo que muito dificilmente sai da memória de quem o visita. O ritmo das suas noites quentes é algo de único em todo o arquipélago. O luar transforma-se em Sol e as ruas da cidade enchem-se de gente como se de uma festa constante se tratasse. Os jantares ao som de mornas tocadas por mágicos violões e vozes penetrantes sugerem-nos um aperitivo ao desfrute das inúmeras discotecas de timbre africano existentes na cidade.

Na música, há diversos géneros musicais próprios, dos quais se destaca a morna e coladeira.

Cesária Évora é a celebre cantora mindelense reconhecida mundialmente, tem como alcunha diva dos pés descalços, pois é deste modo que ela se apresenta no palco.

anA marques, pintura,anA, Cabo verde,

20 de dezembro de 2010

NA tal

Feliz Natal e Bom Ano 2011


Na tal

Na tal habitação volto a falar-te
Na tal que já eu próprio não conheço
Na tal que mais que tálamo era berço
Na tal em que de noite nunca é tarde

Na tal de que por fim ninguém se evade
Na tal a que sei bem que não regresso
Na tal que umbilical cabe num verso
Na tal sem universo que a iguale

na tal habitação te vou falando
Na tal como quem joga às escondidas
Na tal a ver se tu me dizes qual

Na tal que eu herdei só este canto
Na tal que para sempre está perdida
Na tal em que o natal era Natal
.............................................................David Mourão Ferreira
................................................................................ ( Obra poética, p. 231 )
anA marques, anA, pintora, artista plástica,oleo ,pintura, acrilico

10 de dezembro de 2010

Armário da Poesia

Armário decorado com poesia de autores portugueses


...
Frente do armário..............................................Costas do armário

.. .......
Lateral..............................interior



..

Armário imaginado para o 5ºA do CED D. Maria - Lisboa
A participação e dedicação dos jovens foi essencial.
O Objectivo é fomentar o gosto pela escrita e leitura de poesia.

Oa autores referidos no armário:
Manuel Maria Barbosa do Bocage; Fernado Pessoa; Luis de Camões; A. Ramos Rosa; António Gedeão; José Jorge Letria; Júlio Moreira, Sena da Silva, Cristina Reis e Margarida D’Orey ; António Torrado; Mª Candida Mendonça; Alexandre O'Neill ; Rogério Rodrigues Ferreira, Joaquim Pessoa e Cecília Meireles.

8 de dezembro de 2010

...
Imagine all the people
living life in peace...
...


Tecnica mista sobre mdf- 116x130cm
Trabalho exposto no Novotel- Av José Malhoa em Lisboa-



Depois do seu assassinato, na noite de 8 de Dezembro de 1980, em Nova Iorque, John Lennon tornou-se lenda e símbolo de uma época. E até hoje, continua a inspirar livros, filmes, pintura (acrescentei eu) e a ter a sua música na memória colectiva.

O ex-Beatle, casado pela segunda vez com a artista plástica japonesa Yoko Ono e pai cuidadoso do filho mais velho, Sean, tinha-se tornado pacifista quando foi baleado nas costas em frente ao edifício Dakota, situado no bairro residencial onde vivia, no Central Park. O músico acabara de completar 40 anos, e se estivesse vivo teria completado 70 no passado dia 9 de Outubro.

O assassino, Mark Chapman, um jovem instável de 25 anos, admitiu a autoria do homicídio e afirmou que fez o que fez para chamar a atenção. Condenado à prisão perpétua, cumpriu pena na prisão de Attica, no norte de Nova Iorque. Chapman teve a liberdade condicional negada seis vezes, a última em Setembro passado.
A viúva opôs-se à libertação do assassino do seu marido por temer por sua própria segurança e pela do filho, Sean Lennon, hoje com 35 anos.

Vídeo - A morte de John Lennon, o nascimento de Jim Morrison e outros acontecimentos de 8 de Outubro:

(noticia no "sapo notícias"

2 de dezembro de 2010

Horizonte enevoado

Tamisa - Técnica mista sobre tela - 2003 - 13x 17 cm
anA marques, anA, artista plástica, nevoeiro,