16 de novembro de 2011

Choveu uma lenda no Natal



Aguarela sobre papel  Guarro - 2011


A aguarela   é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramagem. São também utilizados como suporte o papirocasca de árvore, plásticocourotecidomadeira e tela.

História da aguarela
A aguarela é uma técnica muito antiga cujo aparecimento se supõe esteja relacionado com a invenção do papel e dos pincéis de pêlo de coelho, ambos surgidos na China há mais de 2000 anos.
No ocidente, há vários exemplos do emprego desta técnica desde a Idade Média, como Tadeo Gaddi, discípulo de Giotto. Ele viveu até1366, e teria produzido uma série de desenhos aguarelados, feitos sobre papel tipo pergaminho. O método foi utilizado por artistasflamengos, e amplamente empregado em Florença e Veneza. Foi com Albert Dürer que a aguarela pode resistir ao tempo, já que ele deixou pelo menos 120 obras suas.
Em 1550, um artista de nome John White participou da expedição de Sir Walter Releigth, registrando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, sendo considerado por alguns como o pai da aquarela. Mas foi somente no século XVIII que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”. Neste momento surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William BlakeJohn S. CotmanPeter de Wint e John Constable, mas foi sem duvida William Turner quem melhor soube explorar suas possibilidades; e muitos desconhecem que Turner produziu 19.000 aquarelas, o que lhe garante o título de maior aquarelista de todos os tempos. Já foi mencionado que Turner teria influenciado os pintoresimpressionistas, mas há quem ouse afirmar que a aquarela exerceu tamanha influência sobre Turner, a ponto de este experimentar napintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através da aplicação de camadas bastante delgadas e sobrepostas, com muita luminosidade.
A aguarela há muito tempo se tornara um hábito nas cortes européias, o que lhe dava certo “ar” de futilidade, de feminilidade espontânea e, embora surgissem novos pintores aguarelista, esta técnica começa a ser vista com preconceito. Com o passar dos anos, surge uma grande contradição em torno deste método, notadamente no Brasil, onde a aquarela é vista como um método escolar. Apreciada por alguns, desprezadas por outros e incompreendida por muitos, o certo é que a aguarela deve ser defendida pelas suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.

fonte: wikipédia

9 de novembro de 2011

A Sábia Figueira / Choveu uma Lenda no Natal

 Duas histórias num livro
Autora Elisabete Lucas 
Ilustrações de Aristides Meneses e anA marques . 
Um convite que me surpreendeu e me deu muita satisfação concretizá-lo.

Uma ilustração é uma imagem pictórica utilizada para acompanhar, explicar, interpretar, acrescentar informação, sintetizar ou até simplesmente decorar um texto. Embora o termo seja usado frequentemente para se referir a desenhospinturas ou colagens, uma fotografia também é uma ilustração. Além disso, a ilustração é um dos elementos mais importantes do design gráfico.
São comuns em jornaisrevistas e livros, especialmente na literatura infanto-juvenil (assumindo, muitas vezes, um papel mais importante que o texto), sendo também utilizadas na publicidade e na propaganda. Mas existem também ilustrações independentes de texto, onde a própria ilustração é a informação principal. Um exemplo seria um livro sem texto, não incomum em quadrinhos ou livros infantis.
ilustração editorial tem origens na Iluminura, utilizada largamente na Idade Média nos manuscritos, mas atualmente difere desta por se servir de meios mecânicos (e mais recentemente de meios fotomecânicos e digitais) para a sua reprodução. Portanto, a sua evolução e história está intimamente ligada à imprensa e à gravura.
A ilustração possui uma tradição antiga que remonta às primeiras formas pictóricas, continuando pela Revolução Industrial até a nossa era digital. Atualmente essa tradição tem sido especialmente importantes para as histórias em quadrinhos e a animação.
Em princípio, o que distingue a ilustração das histórias em quadrinhos é não descrever, necessariamente, uma narrativa sequencial, mas por sintetizar ou caracterizarconceitossituaçõesações ou, até mesmo, determinadas pessoas como é o caso da caricatura.

Fonte Wikipédia

anA marques anApintura, artista plástica

29 de outubro de 2011

Correndo para ...

Corrida (fragmento) - Acrílico sobre madeira - ano 2011 - 180 cm x60 cm


Corrida é uma competição de velocidade. Os competidores tentam completar uma determinada tarefa no menor período de tempo. Envolve tradicionalmente percorrer alguma distância, mas pode se referir a qualquer tarefa em que o tempo/velocidade se apliquem.[1]
A corrida pode ser definido como um dos três meios de transporte humano. Os outros dois são oandar ou marchar - o mais lento - e o saltar - o mais rápido.
Como características pode dizer-se que ao andar ou marchar os dois pés estão em contacto com o chão, ao correr só um pé está no chão e ao saltar os dois pés estão no ar.
Fonte: Wikipedia

anA marques

21 de outubro de 2011

Nascer do sol

Acrílico sobre madeira  -  45x100cm - ano 2011

nascer do Sol é o nome que se dá ao momento em que o Sol aparece no horizonte, na direcção Leste. Este acontecimento verifica-se todos os dias em todas as regiões compreendidas entre os dois círculos polares.
A este período do dia dá-se o nome de alvoradaalva ou alba.
Fonte:Wikipédia



anA marques

9 de outubro de 2011

Foto manipulada no photoshop -  after beach  Comporta - ano 2011

Comporta é uma freguesia portuguesa do concelho de Alcácer do Sal, com 112,12 km² de área e 1 348 habitantes (2001). Densidade: 12,0 hab/km².
A freguesia é limitada a norte pelo estuário do rio Sado e a oeste pela península de Troia, da qual fica separada pela ribeira da Comporta.
O que é que a Comporta tem que é tão irresistível? Areia e mar -... Claro!!! 



anA marques,pintura 

4 de outubro de 2011

Comporta (praia)


Acrílicos sobre madeira - ano 2011

Praia de manhã, de tarde e à noite.
Um verão melhor que todos os outros.
Comporta, sem preconceitos
Obrigatório registar.

24 de setembro de 2011

Da janela do meu quarto

Fotografia - Ao acordar  no Alentejo - ano 2008
Turismo rural

O pardal é nome genérico dado aos pequenos pássaros da família Passeridae, género Passer e Petronia. Os pardais são aves cosmopolitas e adaptam-se bem a áreas urbanizadas e à convivência com os seres humanos. Alimentam-se à base de sementes durante a maior parte do ano e de insectos na época de reprodução. O pardal-doméstico foi introduzido pelo Homem em todos os continentes e é atualmente a espécie de ave com maior distribuição geográfica.

18 de setembro de 2011

Mundo na bola basquete

Acrílico sobre tela - ano 2011 - 100x100 cm

Origem 
O basquetebol (popularmente conhecido como basquete) surgiu no ano de 1891, nos Estados Unidos. Seu criador foi James Naismith, professor de Educação Física da Associação Cristã de Moços de Springfield (estado de Massachusetts – EUA).

Primeira partida da história
O primeiro jogo de basquete que temos conhecimento e registro foi realizado no dia 20 de janeiro de 1892. Foram formadas duas equipes da Associação Cristã de Moços de Springfield. Este jogo foi interno e não foi presenciado por público. Somente no dia 11 de março deste mesmo ano uma partida pôde ser assistida por público de fora da Associação. Nesta ocasião, os alunos da associação venceram o time dos professores pelo placar de 5 a 1. Aproximadamente duzentas pessoas assistiram ao jogo. 
Formalização das regras 
Durante dois anos os jogos só eram realizados na Associação Cristã e as regras ficaram restritas a este local. Em 1894, profissionais da União Atlética Amadora tomaram conhecimento do novo esporte e resolveram formalizar as regras. 
No ano de 1896, foi realizado o primeiro jogo feminino de basquete. Na ocasião, as alunas da Universidade de Stanford venceram a equipe da Universidade da Califórnia. 
Nos primeiros anos do basquete ainda não havia uma bola específica para este esporte. As partidas eram realizadas com uma bola de futebol. Porém, no ano de 1894, a Chicope Falls, empresa de Massachusetts, desenvolveu a primeira bola de basquete. 
Basquete espalha-se pelo mundo 
Foi somente no começo do século XX que o basquete começou a se espalhar pelos quatro cantos do mundo. Ligas e federações começaram a organizar campeonatos e o esporte, de tão popular, começou a fazer parte dos Jogos Olímpicos. Atualmente, o basquete é muito praticado no mundo todo. Além de estar organizado profissionalmente, este esporte é presença obrigatória nas aulas de Educação Física de escolas e faculdades brasileiras.   
As grandes potências da atualidade no basquete e suas conquistas:
- Em 2006, a seleção masculina de basquete da Espanha foi campeã mundial de basquete. Neste mesmo mundial, a seleção feminina da Austrália sagrou-se campeã.
- Nos Jogos Olímpicos de 2008 (China), as seleções masculina e feminina de basquete dos Estados Unidos tornaram-se campeãs.


anA marques,anApintura, artista plástica

4 de setembro de 2011

Poesia erótica de Bocage

Poema de Bocage: Em Troia -Técnica mista - 110x110 cm

Trabalho efectuado para as celebrações do Ano Bocage  2005 com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal e o Centro de Estudos Bocageanos.

28 de agosto de 2011

XVIII Bienal de Artes Plásticas do Avante

CONVITE




Titulo: Dar corda aos sapatinhos - ano 2010 - Técnica mista sobre sapatos

Apresentei este trabalho para a bienal deste ano e foi seleccionado.
Vai estar patente nos dias 2, 3 e 4 de Setembro 2011 na 18ª Bienal da Festa do Avante organizada pelo Partido Comunista Português.
Vão dar-me um jeitão no final da Exposição, vou calça-los e deixar-me ir até acabar a corda.
Estou mesmo a precisar de "Dar corda aos sapatinhos"



25 de agosto de 2011

A cereja no topo do bolo


Objeto escultura - Ano 2011
SIMBOLOGIA
Originária da Ásia, na cultura japonesa (chamada de Sakura no ki (桜の木)), sendo o significado de Sakura flor de cerejeira, a cerejeira era associada ao samurai cuja vida era tão efémera quanto a daflor que se desprendia da árvore. Já o fruto tem o significado de sensualidade. Por seu vermelho intenso e maduro, a cereja suculenta é talvez o exemplo mais proeminente. O suco de cereja madura é de tão intenso sabor e cor que tem sido freqüentemente comparado ao primeiro gosto do amor. Na aparência, das cerejas têm sido dito que lembram os lábios de uma amante, e quando mordê-lo em uma cereja, o fruto dá a aparência de sangrar. Há muito tempo existe uma ligação erótica para o fruto da árvore de cereja.
Como tatuagem, a cereja representa a castidade feminina e a pureza do amadurecimento da fruta. Uma vez arrancada, no entanto, a cereja representa a perda da inocência e da virtude. Uma cereja provada, sua carne perfurada pelo apetite, não é mais virgem. Uma cereja em chamas fala do desejo insaciável, paixão e luxúria.
A flor da cerejeira já foi considerada uma das flores mais belas, tanto pelo seu formato como pela delicadeza e espessura das suas pétalas. Na Índia essa flor é considerada sagrada, e nas casas que tem essa flor nunca falta nada, diz a lenda da flor de cerejeira da Índia.

26 de julho de 2011

Revista 7faces




A minha pequena retribuição com a maior satisfação.
Muito Obrigada!

Em Maio de  2011 fui convidada pelo Prof. Ms. Pedro Fernandes de O. Neto a ceder as imagens dos trabalhos que tinha publicado aqui no meu blog sobre a obra Poemas Possíveis de José Saramago
Aqui está o resultado do  trabalho do Professor e editor da revista 7faces.
Para ler em clicar nos links (seguros)indicados mais abaixo.

7faces
Caderno e Revista de Poesia
ISSN 2177 0794
Edição Especial Variações de um mesmo tom
Diálogos sobre poesia de José Saramago

Pedro Fernandes Oliveira Neto (org)

Paginas 182-184
Para ler a revista clica aqui

Numa sessão realizada ontem, 14 de julho de 2011, no Auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, foi lançada uma edição especial do caderno-revista7faces. A sessão que teve início ainda pelas 18h, no hall da biblioteca, ao som fabuloso do grupo de músicos do Projeto ECOARTE, foi realizada em parceria com o lançamento de outra revista eletrônica: a Cruviana. Com gravação do programaPedagogia da Gestão para a TV a Cabo de Mossoró (TCM), o desfecho desse momento se deu com um agradável bate-papo entrePedro Fernandes (professor e editor da 7faces), Jotta Paiva (jornalista e editor da Cruviana), Clauder Arcanjo (professor, poeta e editor da Sarau das Letras), Ivanúcia Lopes (jornalista, blogueira e autora de um dos textos publicados na edição da Cruviana), Esdras Marchezan (professor) e Anchieta Rolim (artista plástico). Tudo regado aos versos do poeta Antonio Francisco.

***
O número da 7faces apresentado marca um desvio no curso do caderno-revista, cuja preocupação está em publicar poesia. A edição ora lançada é acadêmica. Mas, como tudo tem justificativa, o desvio aí operado foi por uma boa causa.
Desde junho de 2010, quando da morte do escritor José Saramago, uma série de ideias me veio à cabeça no intuito de, como leitor da sua obra, ampliar a solidificação do pensamento daquele que, particularmente, considero o maior escritor em Língua Portuguesa depois de Fernando Pessoa. Influenciado, certamente que fui, pela leva de cadernos especiais que jornais do mundo inteiro produziram em torno da biografia e da obra do escritor português, a primeira desta série de ideias foi também a organização de um material semelhante. É verdade que, o interesse em organizar um número acadêmico, fosse revista, fosse livro, surge mesmo quando depois de setembro de 2008 voltei do XXII Congresso Internacional de Professores de Literatura Portuguesa. Desde então, a ideia foi gestada e se concretiza na elaboração de um número da 7faces. Como, ressalto, o interesse do caderno-revista é o da poesia, logo pensei, por que não uma edição acadêmica sobre a face menos conhecida – principalmente cá no Brasil – do José Saramago: a do poeta. O desafio estava lançado.
Durante esse intervalo de um ano as outras ideias foram ganhando forma e se apresentando como amálgamas para essa ideia maior. É daí, por exemplo, que nasce o projeto-blog Um caderno para Saramago, os cursos Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá Um universo de José Saramago – paisagens e o concurso Uma página para Saramago. Tudo intercalado por um dos momentos mais significativos da minha carreira acadêmica, até agora, que foi a escrita de minha dissertação de mestrado que, adivinhem, versava também sobre José Saramago.
A edição especial da 7faces teve uma recepção muito boa desdequando lancei os convites aos professores para comporem um conselho editorial para a revista. Deixo registrado o agradecimento primeiro a eles. É do trabalho deles que essa edição vai se formando: a Professora Aurora Gedra R. Alvarez (Universidade Presbiteriana Mackenzie), o Professor Carlos Reis (Universidade Aberta de Lisboa) – que inclusive assina o prefácio da revista –, a Professora Conceição Flores (UnP), o Professor José Rodrigues de Paiva (UFPE), o Professor Gerson Luiz Roani (UFU), a Professora Maria Edileuza da Costa (UERN), o Professor Márcio Muniz (UFFS), o Professor Márcio de Lima Dantas (UFRN) e o Professor Miguel Alberto Koleff (Universidad Católica de Córdoba). Deixo o agradecimento ainda a todos os que submeteram seus ensaios. Dos textos recebidos, alguns não puderam entrar porque estava claro aquilo que eu buscava: qualidade na escrita e na leitura empreendida pelos ensaístas. Dos ensaístas agredeço em particular o Professor Fernando J. B. Martinho (Universidade de Lisboa) e concomitantemente a Fundação Calouste Gulbenkian pela sessão do texto que ora abre a edição. Depois ao Instituto Camões e a equipe da Revista Veredas pela sessão do texto da Professora Luciana Stegagno Picchio que fecha este número. Luciana Stegagno Picchio, é sim, o nome em memória a que esta 7faces é dedicada. As razões para isso o leitor deve se inteirar na nota que postei ao fim do texto da professora. Agradecimento ainda à Biblioteca Nacional de Lisboa por liberar a publicação dos inéditos de José Saramago que se apresentam no encarte elaborado para esta edição. Agradecimento aos artistas plásticos que enviaram ou cederam a publicação de materiais para ilustrar a edição. É o trabalho deles que quebra a secura do academicismo que ronda uma edição do tipo.

Pedro Fernandes de O Neto
editor do caderno-revista 7faces

Para acessar a versão eletrônica da edição especial do caderno-revista 7faces acessar: http://set7aces.blogspot.com/p/midia-issuu.html


Prof. Ms. Pedro Fernandes de O. Neto
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
Faculdade de Letras e Artes
Departamento de Letras Vernáculas
editor-chefe da Revista 7faces
http://set7aces.blogspot.com/


21 de julho de 2011

11 de julho de 2011

Mapa mundo

Mapa Mundo do Montenegro fica bem nesta altura do ano. Assim é mais fácil escolher o destino.

1 de julho de 2011

27 de junho de 2011

A cor dos meus dias

Acrílico sobre madeira - Maio 2011 - 30x40 cm

É incrível como, em apenas uma fracção de segundo, as nossas vidas podem mudar!"
E mudam;  umas vezes para sempre ,outras vezes temporariamente.
A cor dos meus dias, definitivamente.
anA,  anapintura, ana marques, artista plástica, abstrato

19 de junho de 2011

IparKart em Lisboa



No passado dia 16 de Abril de 2011, o colectivo zaat associa-se a Iparkart e leva as ruas de Lisboa num evento europeu de divulgação artística contemporânea que junta cidades como Toulouse, Caen, Naples, Turin, Madrid, London, Sassari, Kazan... I Park Art é um projecto de guerilla criativa urbana cujo intuito é a re-apropriação do espaço público pela acção artística. A ideia concentra-se na ocupação temporária dos lugares de estacionamento após o devido pagamento do bilhete. Através o acto do pagamento, estabelece-se um contrato de alojamento que prevê um acordo de ocupação temporária do espaço público.
A cidade contemporânea vê cada vez mais os seus espaços ocupados pelos carros de uma maneira obsessiva e compulsiva.
A alteridade do uso do lugar de estacionamento pretende assim desenvolver o fenómemo de sociologia urbana “serendity”, seja a capacidade de provocar espânto. A arte torna-se livre.
O interesse é levar as artes no centro da cidade e no meio da população urbana através uma intervenção que apela a surpresa. Surpresa e espanto são sem duvida fontes de reflexão e de questionamento.
anA pintura anA marques, artes pintora, artista plástica

9 de junho de 2011

As cores do silêncio


Acrílico sobre tela - ano 2011

Alguns dizem que o silêncio é de ouro. Mas isto não passa de uma figura de linguagem. De fato, o silêncio — ausência de som — é negro." (SCHAFER 1967, p. 7).
Vivemos num mundo onde o silêncio é desconfortável. É um mundo de ruído. E esse ruído contínuo interfere com a capacidade de escutar, observar, imaginar...
 No silêncio a imaginação impõe-se, e junto ao negro do silêncio a gama de cores do espectro visível ganha luminosidade e brilho.
Aqui está a potencialidade do silêncio e também do negro.

AI -2011
anApintura, anA marques, galeria dgaj, pintura, pintora, artista plástica

3 de junho de 2011

2 de junho de 2011

Estudo de rostos

Diário gráfico - Grafite sobre papel- Ano 2007

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29 de maio de 2011

"4 minutos e 33 segundos"

Exposição de Pintura " Representações do Silêncio"
the master's "silent piece"



«… Tudo o que fazemos é música…»
John Cage.
… Tensão...
A mente ocidental tem como registo-base o pensar. Desde pequeninos apreendemos o mundo pelos sentidos e pensamos acerca das nossas percepções sempre tão impartilháveis e contingentes. Desconfio que já pensávamos quando estávamos em gestação. Suspeito ainda que mesmo antes disso já pensávamos enquanto neurónios dispersos pelos corpos físicos dos nossos antepassados, em antecedência ao projecto de ser que ainda não éramos - nem pensávamos vir a ser um dia. A provar-se isto, facilmente se diria que todo o Universo pensa e que ao pensar - se pensa a si mesmo -, o que para o caso pouco importa. Cosmo/onto/teo/logias à parte o ser humano pensa e pensa e volta a pensar em todos os actos da sua vida, e pensa até a morte o levar. Ouso afirmar que mesmo depois disso continuará para sempre a pensar por intermédio daqueles que persistem.
Não sei se pensamos por herança cultural ou por hábito genético anteriormente inculcado. Simplesmente pensamos e a mente dá voltas, piruetas e saltos mortais e não pára jamais. Constrói autênticos corolários de mundos feitos de abstracção conceptual. Mundos feitos de um glorioso nada afinal. No entanto nós que dizemos abstrair por tanta abstracção fazermos, ao abstrair-nos de qualquer um dos estímulos dos sentidos - praticando aí uma verdadeira abstracção de nós mesmos, porque reagimos tão estranhamente, da impassividade ao riso e da surpresa até à cólera? No caso do silêncio porque nos sentimos tão chocados, abtraídos (traídos em si) e em tensão, devido à falta de um qualquer input exterior?
Somos tão solicitados a fazer minutos de silêncio pelas vítimas das mais nobres causas, e quando o fazemos pela nossa própria causa a estranheza surge e com ela a tensão. É que a ideia de silêncio deixa-nos entregues aos nossos conteúdos interiores e o que nos choca realmente é a suposição da aplicação a nós mesmos - da atenção do próximo.
… Atenção…
Juntar muitas pessoas num recinto de espectáculos a fim de escutar uma peça musical é comum. Incomum é o facto de a obra a escutar ser aparentemente uma não-obra cuja execução é deixada ao cuidado do som gerado pelo colectivo público/orquestra. Aí e num ápice esbate-se a diferença funcional e sem abrigo certo, todos passam a ser um mesmo corpo de silêncio. Neste nivelamento súbito todos passam a ser simultaneamente executantes e espectadores. Aí ninguém interpreta mas todos se interpretam, pois a tensão surge pela formação espontânea de uma comunidade organizada em torno da cumplicidade do silêncio. Esta é uma situação incómoda perante a qual convenções habituais como sejam a história da música ou o estilo, o ritmo ou o tipo de andamento, a subjectividade da interpretação ou o gosto pessoal derrocam, surgindo em seu lugar um crescente cepticismo epistemológico relativamente ao conhecimento perceptivo. Isto ocorre da vivência de uma Crítica da Audição Pura a qual é mais e mais apurada, à medida que o tempo decorre e que ocorrem as irreprimíveis manifestações fisiológicas inerentes à condição de quem é ser vivente num corpo físico. Este corpo passa assim à condição de instrumento atento que ger(e)a uma composição ad libitum, metamorfoseando gradualmente tensão psicológica em atenção perceptiva aplicada à densidade envolvente. Nos raros momentos em que todos conseguem suspender o seu contributo sonoro, subsiste ainda e sempre em fundo uma ténue, grave e crescente ressonância residual. Esta tem uma dupla causalidade; ambiente e subjectiva. Ambiente porque mesmo que tudo esteja em (suposto) silêncio toda a realidade vibra e essa vibração gera som. Subjectiva porque o simples funcionamento de todo o organismo vivo - julgado silencioso - gera som. Os batimentos cardíacos e a respiração que o digam.
Quando se gera um tempo aperceptivo cujo único objecto é a própria percepção a mente em tensão capta a densidade, transformando o desconforto da tensão em gestão da atenção com que a consciência se dirige aos fenómenos a fim de os poder pensar. Será isto meditar?
… Meditação…
Mas que forma de entender a realidade é esta que não se apercebe da mais radical presença que nos rodeia constantemente? Todo o nosso pensar é sempre acompanhado por fenómenos musicais - compostos por som e silêncio. Nesse sentido cada um de nós é um compositor pela forma pessoal como gere a sua musicalidade interna - com a qual organiza o mundo. Na placenta já ouvíamos o rumor anunciado de um mundo exterior mediado pelo abrigo natural de transição que era o ventre de nossa mãe. Quando nascemos fizemo-lo com alarido e pela acção gradual da idade surge a modulação do ruído consonante à nossa identidade, o qual se vai harmonizando e ganha a função de palavra musical directora de sentido. Vivemos num mundo de som e som(os) surpreendidos pela tensão, e acalmamo-nos pela atenção com que objectivamos tudo aquilo que identificamos, até um dia concluirmos que tudo o que existe é composto de melodia imanente à sua força vital na existência. Ainda assim, a suposição de ausência dessa presença sonora invoca em nós o fim certo anunciado naquele dia marcante do final da infância - quando chocados descobrimos a consciência da finitude humana. É que - como bem sabemos - quem morre deixa de fazer ruído. Assim quando alguém pressente a aparência do silêncio surgir, preenche de imediato esse suposto vazio com o ruído produzido pelo seu pensamento, evitando compulsivamente o fantasioso “silêncio de morte”. Assim abs-traímos e nos dis-traímos para que tudo continue fazendo sentido - nem que este seja falso - e apenas à imagem da conveniência das convenções e interesses sociais. Assim surge a ilusão colectiva de que há silêncio no Mundo, quando aquilo a que chamam silêncio é já por si o som expressivo desse imenso sistema chamado Universo.

Tensão. Atenção. Meditação. Quando um autor atinge um tal grau crítico em relação à percepção, certamente considera que nada tem a dizer, e como nada tem para dizer cala-se. Ao calar-se deixa o universo compor e exprimir-se durante “4 minutos e 33 segundos”.
Peço 33 segundos de silêncio em homenagem a um “silêncio“ que não existe…
Texto de José Neto

25 de maio de 2011

Estudos

........................................
Estudos a grafite sobre papel com base em fotografias de Sebastião Salgado
anA marques, desenho ,crianças ...
anApintura,

17 de maio de 2011

CONVITE


Galeria de Arte do Edificio do Banco de Portugal em Leiria. 
.
IV Bienal de Artes Plásticas de Santa Catarina da Serra
com tema "HERITAGE"

15 de maio de 2011

5 de maio de 2011

21 de abril de 2011

Horizonte ao anoitecer



Acrílico sobre madeira - 8x 20cm - ano 2010

18 de abril de 2011

Ausência de cor

Título: Ausência - 100x130cm - ano 2011


A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
...................................Carlos Drummond de Andrade

anApintura,anA marques,pintora, artista plástica

4 de abril de 2011

Hoje Lisboa está assim

Acrilico sobre papel de fotografia -Ano 2011 - 20x30 cm


Hoje Lisboa está assim
O ceu está limpo ,
O Sol acordado
O Tejo azul, imaginado.
.........................LGA- 2005
anA marques, anA, anA pintura, artista plástica.