26 de julho de 2011

Revista 7faces




A minha pequena retribuição com a maior satisfação.
Muito Obrigada!

Em Maio de  2011 fui convidada pelo Prof. Ms. Pedro Fernandes de O. Neto a ceder as imagens dos trabalhos que tinha publicado aqui no meu blog sobre a obra Poemas Possíveis de José Saramago
Aqui está o resultado do  trabalho do Professor e editor da revista 7faces.
Para ler em clicar nos links (seguros)indicados mais abaixo.

7faces
Caderno e Revista de Poesia
ISSN 2177 0794
Edição Especial Variações de um mesmo tom
Diálogos sobre poesia de José Saramago

Pedro Fernandes Oliveira Neto (org)

Paginas 182-184
Para ler a revista clica aqui

Numa sessão realizada ontem, 14 de julho de 2011, no Auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil, foi lançada uma edição especial do caderno-revista7faces. A sessão que teve início ainda pelas 18h, no hall da biblioteca, ao som fabuloso do grupo de músicos do Projeto ECOARTE, foi realizada em parceria com o lançamento de outra revista eletrônica: a Cruviana. Com gravação do programaPedagogia da Gestão para a TV a Cabo de Mossoró (TCM), o desfecho desse momento se deu com um agradável bate-papo entrePedro Fernandes (professor e editor da 7faces), Jotta Paiva (jornalista e editor da Cruviana), Clauder Arcanjo (professor, poeta e editor da Sarau das Letras), Ivanúcia Lopes (jornalista, blogueira e autora de um dos textos publicados na edição da Cruviana), Esdras Marchezan (professor) e Anchieta Rolim (artista plástico). Tudo regado aos versos do poeta Antonio Francisco.

***
O número da 7faces apresentado marca um desvio no curso do caderno-revista, cuja preocupação está em publicar poesia. A edição ora lançada é acadêmica. Mas, como tudo tem justificativa, o desvio aí operado foi por uma boa causa.
Desde junho de 2010, quando da morte do escritor José Saramago, uma série de ideias me veio à cabeça no intuito de, como leitor da sua obra, ampliar a solidificação do pensamento daquele que, particularmente, considero o maior escritor em Língua Portuguesa depois de Fernando Pessoa. Influenciado, certamente que fui, pela leva de cadernos especiais que jornais do mundo inteiro produziram em torno da biografia e da obra do escritor português, a primeira desta série de ideias foi também a organização de um material semelhante. É verdade que, o interesse em organizar um número acadêmico, fosse revista, fosse livro, surge mesmo quando depois de setembro de 2008 voltei do XXII Congresso Internacional de Professores de Literatura Portuguesa. Desde então, a ideia foi gestada e se concretiza na elaboração de um número da 7faces. Como, ressalto, o interesse do caderno-revista é o da poesia, logo pensei, por que não uma edição acadêmica sobre a face menos conhecida – principalmente cá no Brasil – do José Saramago: a do poeta. O desafio estava lançado.
Durante esse intervalo de um ano as outras ideias foram ganhando forma e se apresentando como amálgamas para essa ideia maior. É daí, por exemplo, que nasce o projeto-blog Um caderno para Saramago, os cursos Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá Um universo de José Saramago – paisagens e o concurso Uma página para Saramago. Tudo intercalado por um dos momentos mais significativos da minha carreira acadêmica, até agora, que foi a escrita de minha dissertação de mestrado que, adivinhem, versava também sobre José Saramago.
A edição especial da 7faces teve uma recepção muito boa desdequando lancei os convites aos professores para comporem um conselho editorial para a revista. Deixo registrado o agradecimento primeiro a eles. É do trabalho deles que essa edição vai se formando: a Professora Aurora Gedra R. Alvarez (Universidade Presbiteriana Mackenzie), o Professor Carlos Reis (Universidade Aberta de Lisboa) – que inclusive assina o prefácio da revista –, a Professora Conceição Flores (UnP), o Professor José Rodrigues de Paiva (UFPE), o Professor Gerson Luiz Roani (UFU), a Professora Maria Edileuza da Costa (UERN), o Professor Márcio Muniz (UFFS), o Professor Márcio de Lima Dantas (UFRN) e o Professor Miguel Alberto Koleff (Universidad Católica de Córdoba). Deixo o agradecimento ainda a todos os que submeteram seus ensaios. Dos textos recebidos, alguns não puderam entrar porque estava claro aquilo que eu buscava: qualidade na escrita e na leitura empreendida pelos ensaístas. Dos ensaístas agredeço em particular o Professor Fernando J. B. Martinho (Universidade de Lisboa) e concomitantemente a Fundação Calouste Gulbenkian pela sessão do texto que ora abre a edição. Depois ao Instituto Camões e a equipe da Revista Veredas pela sessão do texto da Professora Luciana Stegagno Picchio que fecha este número. Luciana Stegagno Picchio, é sim, o nome em memória a que esta 7faces é dedicada. As razões para isso o leitor deve se inteirar na nota que postei ao fim do texto da professora. Agradecimento ainda à Biblioteca Nacional de Lisboa por liberar a publicação dos inéditos de José Saramago que se apresentam no encarte elaborado para esta edição. Agradecimento aos artistas plásticos que enviaram ou cederam a publicação de materiais para ilustrar a edição. É o trabalho deles que quebra a secura do academicismo que ronda uma edição do tipo.

Pedro Fernandes de O Neto
editor do caderno-revista 7faces

Para acessar a versão eletrônica da edição especial do caderno-revista 7faces acessar: http://set7aces.blogspot.com/p/midia-issuu.html


Prof. Ms. Pedro Fernandes de O. Neto
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
Faculdade de Letras e Artes
Departamento de Letras Vernáculas
editor-chefe da Revista 7faces
http://set7aces.blogspot.com/


21 de julho de 2011

11 de julho de 2011

Mapa mundo

Mapa Mundo do Montenegro fica bem nesta altura do ano. Assim é mais fácil escolher o destino.

1 de julho de 2011

27 de junho de 2011

A cor dos meus dias

Acrílico sobre madeira - Maio 2011 - 30x40 cm

É incrível como, em apenas uma fracção de segundo, as nossas vidas podem mudar!"
E mudam;  umas vezes para sempre ,outras vezes temporariamente.
A cor dos meus dias, definitivamente.
anA,  anapintura, ana marques, artista plástica, abstrato

19 de junho de 2011

IparKart em Lisboa



No passado dia 16 de Abril de 2011, o colectivo zaat associa-se a Iparkart e leva as ruas de Lisboa num evento europeu de divulgação artística contemporânea que junta cidades como Toulouse, Caen, Naples, Turin, Madrid, London, Sassari, Kazan... I Park Art é um projecto de guerilla criativa urbana cujo intuito é a re-apropriação do espaço público pela acção artística. A ideia concentra-se na ocupação temporária dos lugares de estacionamento após o devido pagamento do bilhete. Através o acto do pagamento, estabelece-se um contrato de alojamento que prevê um acordo de ocupação temporária do espaço público.
A cidade contemporânea vê cada vez mais os seus espaços ocupados pelos carros de uma maneira obsessiva e compulsiva.
A alteridade do uso do lugar de estacionamento pretende assim desenvolver o fenómemo de sociologia urbana “serendity”, seja a capacidade de provocar espânto. A arte torna-se livre.
O interesse é levar as artes no centro da cidade e no meio da população urbana através uma intervenção que apela a surpresa. Surpresa e espanto são sem duvida fontes de reflexão e de questionamento.
anA pintura anA marques, artes pintora, artista plástica

9 de junho de 2011

As cores do silêncio


Acrílico sobre tela - ano 2011

Alguns dizem que o silêncio é de ouro. Mas isto não passa de uma figura de linguagem. De fato, o silêncio — ausência de som — é negro." (SCHAFER 1967, p. 7).
Vivemos num mundo onde o silêncio é desconfortável. É um mundo de ruído. E esse ruído contínuo interfere com a capacidade de escutar, observar, imaginar...
 No silêncio a imaginação impõe-se, e junto ao negro do silêncio a gama de cores do espectro visível ganha luminosidade e brilho.
Aqui está a potencialidade do silêncio e também do negro.

AI -2011
anApintura, anA marques, galeria dgaj, pintura, pintora, artista plástica

3 de junho de 2011

2 de junho de 2011

Estudo de rostos

Diário gráfico - Grafite sobre papel- Ano 2007

anApintura , anA marques, pintora, artista plástica, criança,

29 de maio de 2011

"4 minutos e 33 segundos"

Exposição de Pintura " Representações do Silêncio"
the master's "silent piece"



«… Tudo o que fazemos é música…»
John Cage.
… Tensão...
A mente ocidental tem como registo-base o pensar. Desde pequeninos apreendemos o mundo pelos sentidos e pensamos acerca das nossas percepções sempre tão impartilháveis e contingentes. Desconfio que já pensávamos quando estávamos em gestação. Suspeito ainda que mesmo antes disso já pensávamos enquanto neurónios dispersos pelos corpos físicos dos nossos antepassados, em antecedência ao projecto de ser que ainda não éramos - nem pensávamos vir a ser um dia. A provar-se isto, facilmente se diria que todo o Universo pensa e que ao pensar - se pensa a si mesmo -, o que para o caso pouco importa. Cosmo/onto/teo/logias à parte o ser humano pensa e pensa e volta a pensar em todos os actos da sua vida, e pensa até a morte o levar. Ouso afirmar que mesmo depois disso continuará para sempre a pensar por intermédio daqueles que persistem.
Não sei se pensamos por herança cultural ou por hábito genético anteriormente inculcado. Simplesmente pensamos e a mente dá voltas, piruetas e saltos mortais e não pára jamais. Constrói autênticos corolários de mundos feitos de abstracção conceptual. Mundos feitos de um glorioso nada afinal. No entanto nós que dizemos abstrair por tanta abstracção fazermos, ao abstrair-nos de qualquer um dos estímulos dos sentidos - praticando aí uma verdadeira abstracção de nós mesmos, porque reagimos tão estranhamente, da impassividade ao riso e da surpresa até à cólera? No caso do silêncio porque nos sentimos tão chocados, abtraídos (traídos em si) e em tensão, devido à falta de um qualquer input exterior?
Somos tão solicitados a fazer minutos de silêncio pelas vítimas das mais nobres causas, e quando o fazemos pela nossa própria causa a estranheza surge e com ela a tensão. É que a ideia de silêncio deixa-nos entregues aos nossos conteúdos interiores e o que nos choca realmente é a suposição da aplicação a nós mesmos - da atenção do próximo.
… Atenção…
Juntar muitas pessoas num recinto de espectáculos a fim de escutar uma peça musical é comum. Incomum é o facto de a obra a escutar ser aparentemente uma não-obra cuja execução é deixada ao cuidado do som gerado pelo colectivo público/orquestra. Aí e num ápice esbate-se a diferença funcional e sem abrigo certo, todos passam a ser um mesmo corpo de silêncio. Neste nivelamento súbito todos passam a ser simultaneamente executantes e espectadores. Aí ninguém interpreta mas todos se interpretam, pois a tensão surge pela formação espontânea de uma comunidade organizada em torno da cumplicidade do silêncio. Esta é uma situação incómoda perante a qual convenções habituais como sejam a história da música ou o estilo, o ritmo ou o tipo de andamento, a subjectividade da interpretação ou o gosto pessoal derrocam, surgindo em seu lugar um crescente cepticismo epistemológico relativamente ao conhecimento perceptivo. Isto ocorre da vivência de uma Crítica da Audição Pura a qual é mais e mais apurada, à medida que o tempo decorre e que ocorrem as irreprimíveis manifestações fisiológicas inerentes à condição de quem é ser vivente num corpo físico. Este corpo passa assim à condição de instrumento atento que ger(e)a uma composição ad libitum, metamorfoseando gradualmente tensão psicológica em atenção perceptiva aplicada à densidade envolvente. Nos raros momentos em que todos conseguem suspender o seu contributo sonoro, subsiste ainda e sempre em fundo uma ténue, grave e crescente ressonância residual. Esta tem uma dupla causalidade; ambiente e subjectiva. Ambiente porque mesmo que tudo esteja em (suposto) silêncio toda a realidade vibra e essa vibração gera som. Subjectiva porque o simples funcionamento de todo o organismo vivo - julgado silencioso - gera som. Os batimentos cardíacos e a respiração que o digam.
Quando se gera um tempo aperceptivo cujo único objecto é a própria percepção a mente em tensão capta a densidade, transformando o desconforto da tensão em gestão da atenção com que a consciência se dirige aos fenómenos a fim de os poder pensar. Será isto meditar?
… Meditação…
Mas que forma de entender a realidade é esta que não se apercebe da mais radical presença que nos rodeia constantemente? Todo o nosso pensar é sempre acompanhado por fenómenos musicais - compostos por som e silêncio. Nesse sentido cada um de nós é um compositor pela forma pessoal como gere a sua musicalidade interna - com a qual organiza o mundo. Na placenta já ouvíamos o rumor anunciado de um mundo exterior mediado pelo abrigo natural de transição que era o ventre de nossa mãe. Quando nascemos fizemo-lo com alarido e pela acção gradual da idade surge a modulação do ruído consonante à nossa identidade, o qual se vai harmonizando e ganha a função de palavra musical directora de sentido. Vivemos num mundo de som e som(os) surpreendidos pela tensão, e acalmamo-nos pela atenção com que objectivamos tudo aquilo que identificamos, até um dia concluirmos que tudo o que existe é composto de melodia imanente à sua força vital na existência. Ainda assim, a suposição de ausência dessa presença sonora invoca em nós o fim certo anunciado naquele dia marcante do final da infância - quando chocados descobrimos a consciência da finitude humana. É que - como bem sabemos - quem morre deixa de fazer ruído. Assim quando alguém pressente a aparência do silêncio surgir, preenche de imediato esse suposto vazio com o ruído produzido pelo seu pensamento, evitando compulsivamente o fantasioso “silêncio de morte”. Assim abs-traímos e nos dis-traímos para que tudo continue fazendo sentido - nem que este seja falso - e apenas à imagem da conveniência das convenções e interesses sociais. Assim surge a ilusão colectiva de que há silêncio no Mundo, quando aquilo a que chamam silêncio é já por si o som expressivo desse imenso sistema chamado Universo.

Tensão. Atenção. Meditação. Quando um autor atinge um tal grau crítico em relação à percepção, certamente considera que nada tem a dizer, e como nada tem para dizer cala-se. Ao calar-se deixa o universo compor e exprimir-se durante “4 minutos e 33 segundos”.
Peço 33 segundos de silêncio em homenagem a um “silêncio“ que não existe…
Texto de José Neto

25 de maio de 2011

Estudos

........................................
Estudos a grafite sobre papel com base em fotografias de Sebastião Salgado
anA marques, desenho ,crianças ...
anApintura,

17 de maio de 2011

CONVITE


Galeria de Arte do Edificio do Banco de Portugal em Leiria. 
.
IV Bienal de Artes Plásticas de Santa Catarina da Serra
com tema "HERITAGE"

15 de maio de 2011

5 de maio de 2011

21 de abril de 2011

Horizonte ao anoitecer



Acrílico sobre madeira - 8x 20cm - ano 2010

18 de abril de 2011

Ausência de cor

Título: Ausência - 100x130cm - ano 2011


A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
...................................Carlos Drummond de Andrade

anApintura,anA marques,pintora, artista plástica

4 de abril de 2011

Hoje Lisboa está assim

Acrilico sobre papel de fotografia -Ano 2011 - 20x30 cm


Hoje Lisboa está assim
O ceu está limpo ,
O Sol acordado
O Tejo azul, imaginado.
.........................LGA- 2005
anA marques, anA, anA pintura, artista plástica.

29 de março de 2011

Nuvem negra

Nuvem negra - Photoshop - ano 2011


Uma nuvem castanha já domina todo o subcontinente indiano do Sri Lanka ao Afeganistão e é a causa do clima inconstante, que tem provocado inundações no Bangladesh, Nepal e nordeste da Índia, e que levou à seca no noroeste indiano e no Paquistão. Para Klaus Toepfer, director do Programa de Meio Ambiente da ONU, este fenómeno pode ter implicações globais. Isto porque uma nuvem de partículas de poluentes pode dar a volta ao mundo numa semana. Embora outros continentes também sejam atingidos pela poluição, como a América e a Europa, os cientistas surpreenderam-se com a capacidade de extensão da nuvem negra, bem como com a quantidade de carbono negro que ela comporta. No maior estudo já feito sobre o fenómeno, promovido pelas Nações Unidas, 200 cientistas alertam para o facto de que a nuvem, cujo tamanho é estimado em três quilómetros, é responsável por centenas de milhares de mortes por ano, causadas por doenças respiratórias. O relatório preliminar da ONU foi divulgado três semanas antes da reunião sobre a temática, que teve lugar na cidade sul-africana de Johannesburgo, em Agosto 2002. Esta estranha e perigosa nuvem é composta por uma mistura de aerossóis, cinzas, fuligem e outras partículas, e o seu alcance vai muito além da região estudada no subcontinente indiano, atingindo já o leste e o sudeste da Ásia. Se antes os cientistas pensavam que somente os gases-estufa, mais leves, como o dióxido de carbono, podiam viajar através da Terra, agora sabem as nuvens de aerossóis também o podem fazer. Segundo Toepfer, esta nuvem negra é o resultado dos múltiplos incêndios, da queima de resíduos agrícolas, de aumentos acentuados na queima de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e fábricas e também do uso inadequado dos fogões das próprias casas. Como consequência das mudanças de temperatura, esta nuvem está a desorientar os fenómenos naturais. Para os cientistas, as mudanças estão à vista, por exemplo, na diminuição e aumento do volume das chuvas que no Inverno acompanham as monções, o vento típico do sul da Ásia. Segundo afirmaram às agências internacionais, as chuvas estariam a diminuir no noroeste do continente, enquanto aumentam mais a leste. Segundo estimativas, esta névoa negra vai reduzir de 20% a 40% a chuva e a neve no noroeste da Índia, Paquistão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central. Com base em informações fornecidas por navios, aviões e satélites, o estudo sobre a nuvem negra da Ásia analisou os meses de Inverno do hemisfério norte no período de 1995 a 2000. Deste modo, os cientistas puderam analisar outras partes do mundo, como as Ilhas Maldivas, para ver como a nuvem tem afectado o clima. Os cientistas descobriram, então, que a névoa reduz a luz solar promovendo o aquecimento da atmosfera e que também cria chuva ácida, uma séria ameaça para árvores e colheitas, que contamina os oceanos e afecta a agricultura. No entanto, os cientistas dizem que precisam ainda de informações mais específicas, mas antecipam que o impacto regional e global dessa nuvem poluente vai intensificar-se nos próximos 30 anos, quando se estima que a Ásia terá cinco biliões de habitantes. Para Paul Crutzen, que participou do estudo e é um cientista premiado com o Nobel e um dos primeiros a identificar as causas do buraco na camada de ozono da Terra, morrem anualmente na Índia cerca de dois milhões de pessoas devido à poluição atmosférica. Mas, como o tempo de vida dos poluentes é curto e podem ser levados pela chuva, os cientistas têm esperança de que se os asiáticos usarem outros meios para queimar combustíveis, como por exemplo melhores fogões e fontes de energia mais limpas, o problema pode ser amenizado.



Mais aqui:


anA, anA marques, anA pintura, artista plástica

28 de março de 2011

Clube Literário do Porto

Lançamento do livro Questionarte no Porto
...............................Mais infomação aqui: http://www.insat.pt/questionarte ....................................................anA , anA marques, anApintura, artista plastica

23 de março de 2011

Em Lisboa há dias assim

Técnica mista sobre tela - ano2011
Horizontes ,Lisboa , tejo, anA pintura, anA marques.

14 de março de 2011

Arte Novotel Lisboa

Convite para exposição de pintura e escultura no Novotel em Lisboa -Av José Malhoa.
CONVITE

anA marques e o impulso poético

A obra de anA marques cria pontes entre a pintura e a música, entre o desenho e a poesia, a cor e o ritmo ou o imaginário e o real. Mas, não se limitando a estas dualidades, anA marques assume uma grande liberdade criativa em que todos os caminhos podem cruzar-se uns com os outros. A diversidade dos seus trabalhos, denotando ausência de amarras a técnicas e temáticas, é atravessada pelo equilíbrio de tons e proporções que procura agarrar o espectador pela simplicidade. Olhar para as suas obras, independentemente das emoções que desperta, significa, quase sempre, olhar para algo que carrega beleza.

Elisabete Lucas
Jornalista e Escritora
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Nicolau Campos

A sua obra mostra-se-nos firme e vigorosa no conceito, sem que isso signifique que esteja “presa”, mas sim bem multi-comunicativa, dando uma resposta clara ao assimilado mediante a transmissão fiel, o rigor de um trabalho muito simbólico que mais não faz do que salientar do todo o feito singular, a detalhar, o que é uma sensibilidade inata, uma visão peculiar que não desfigura ou profana o importante da obra, a ideia, o ritmo, a busca do mais fiel possível de uma transmissão de significados num contexto em que o fundo é mero recheio, mero vazio existencial que acompanha, dando maior preponderância à ideia base, a qual se nos mostra com evidência em cada obra, quer seja pintura ou escultura.

Francisco Arroyo Ceballos
De la Asociaçión Española de Críticos de Arte
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Aristides Meneses influenciado por três continentes

Nascido em Lourenço Marques, actual Maputo, em Moçambique, de ascendência goesa, Aristides Meneses faz parte de uma família que nos últimos cem anos habitou em três continentes. Toda a sua arte está influenciada por essas três culturas, como testemunham as cores fortes e contrastantes ou os imensos espaços em que se desenvolve a acção pictórica. De forma discreta e suave a sua pintura reflecte essa multiplicidade de influências culturais explícitas ou subtis.

Elisabete Lucas
Jornalista e Escritora
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Apoio Novotel -Lisboa

anA marques, anapintura, artista plástica, acrilico,oleo

12 de março de 2011

Clube Literário Porto

Dia 27 de Março no Clube Literário do Porto

.
Capa...................................................Mar Portuguez -técnica mista sobre tela


Apresentação do livro «Questionarte»,
de José Neto, Elisabete Lucas e Aristides Meneses
no Clube Literário do Porto - dia 27.03.2011, ás 16h00
Com a presença dos seguintes artistas plásticos: (mais aqui)

Jorge Vilaça
anA Marques
Nicolau Campos
Aristides Meneses

Durante a apresentação estarão patentes obras de arte de alguns dos artistas presentes no livro.
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega
Porto
anA marques, anA pintura, anA, artista plástica

6 de março de 2011

Em Lisboa há dias assim

Em Lisboa há dias assim-( série horizontes)- ano 2010 - 13x17cm-

Acrílico sobre tela

anA marques, artista plástica, anA

24 de fevereiro de 2011

Eu,tu,ele, nós,vós, eles




.


Trabalho baseado no fime de REGGIO,G (Life as a war)
http://www.youtube.com/watch?v=bkxTmCWJE6A&feature=relmfu
A referência desta exposição é o filme REGGIO, G., Naqoyqatsi (life as War), New York, LLC and Miramax Film Corp., 2002. Se este arquivo do cinema não verbal procura transmitir ao espectador todo um fluxo da consciência histórica patente na realidade do nosso tempo, então os artistas foram convidados a pensar a questão: “O que é uma arte contemporânea?”. As respostas são dadas na forma de trabalho artístico.

Desta maneira surgiu ...o tema “Suportes da consciência contemporânea”. Embora um juízo imediatista tenha tendência para predicá-lo como difícil ou até pretencioso, a essa postura poderá responder-se que a vida de artista não é fácil (fácil é comer e beber), e que aqui existe a séria pretensão de fazer o observador pensar (e não apenas contemplar objectos). Isto porque, se o suporte é onde a obra se materializa e a consciência é o conceito que define a forma psíquica constituída pelo somatório dos conteúdos hereditários, sistemas de crença, experiência subjectiva da realidade e expectativas para o futuro, já o contemporâneo transporta consigo algum desconforto adicional, visto que, cada vez que o afirmamos referimo-nos ao mais recente momento decorrido no presente. Tal quer dizer que cada momento é uma nova manifestação do tempo e com esta surgirá (ou deveria surgir) algo sempre novo. Assim, se a arte é o exercício mais incondicionado da actividade humana, então o seu fazer actual não deve estar cerceado pela historicidade convencional dos estilos, ou pela obediência ao conforto das categorias.

Neste contexto posso dizer que as soluções aqui apresentadas reflectem a constante renovação do pensar, decorrida e materializada num tempo presente - a que chamo arte contemporânea.

José Neto
2011

13 de fevereiro de 2011

Convite




A referência desta exposição é o filme REGGIO, G., Naqoyqatsi (life as War), New York, LLC and Miramax Film Corp., 2002. Se este arquivo do cinema não verbal procura transmitir ao espectador todo um fluxo da consciência histórica patente na realidade do nosso tempo, então os artistas foram convidados a pensar a questão: “O que é uma arte contemporânea?”. As respostas são dadas na forma de trabalho artístico.

Desta maneira surgiu ...o tema “Suportes da consciência contemporânea”. Embora um juízo imediatista tenha tendência para predicá-lo como difícil ou até pretencioso, a essa postura poderá responder-se que a vida de artista não é fácil (fácil é comer e beber), e que aqui existe a séria pretensão de fazer o observador pensar (e não apenas contemplar objectos). Isto porque, se o suporte é onde a obra se materializa e a consciência é o conceito que define a forma psíquica constituída pelo somatório dos conteúdos hereditários, sistemas de crença, experiência subjectiva da realidade e expectativas para o futuro, já o contemporâneo transporta consigo algum desconforto adicional, visto que, cada vez que o afirmamos referimo-nos ao mais recente momento decorrido no presente. Tal quer dizer que cada momento é uma nova manifestação do tempo e com esta surgirá (ou deveria surgir) algo sempre novo. Assim, se a arte é o exercício mais incondicionado da actividade humana, então o seu fazer actual não deve estar cerceado pela historicidade convencional dos estilos, ou pela obediência ao conforto das categorias.

Neste contexto posso dizer que as soluções aqui apresentadas reflectem a constante renovação do pensar, decorrida e materializada num tempo presente - a que chamo arte contemporânea.

José Neto
2011

anA marques,anApintura, artista plástica

8 de fevereiro de 2011

Em Lisboa há dias assim .

Técnica mista sobre cartão - 10x15 cm - 2011
Em Lisboa há dias assim. Escuros .
Em Lisboa o rio Tejo também fica assim, cinzento e revoltado
Em Lisboa nos dias enevoados e cinzentos as aves voam apressadas e frenéticas .
Em Lisboa, nos dias assim , imagino-te ensolarada.
anA marques,anA pintura,artista plástica

3 de fevereiro de 2011

Sol de inverno

O cheiro do Rio Tejo , a tranquilidade e o calor do Sol desta manhã de Inverno, enfraquece a tristeza dos dias de "guerra" e dou início ao bronzeamento de Inverno.

anA marques, anapintura, artista plástica

30 de janeiro de 2011

A vida como uma guerra

IInstalação -Espada de Almirante, tela e tinta acrílica sobre tela (pormenor) - ano 2010
anA marques

´Life as war é um documentário que serve de tema à próxima exposição colectiva do Projecto Arte&mente de José Neto

Naqoyqatsi: Life as war é um documentário lançado em 2002 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass e com trechos executados pelo violoncelista Yo-Yo Ma.

Fonte: wikipédia

anA marques, anapintura, anA, Malaposta, pintura na malaposta, projecto Arte&mente de José Neto