Venham, divulguem, celebremos Camilo Pessanha. 23 de maio de 2008
140º Aniversário de Camilo Pessanha
Venham, divulguem, celebremos Camilo Pessanha. 15 de maio de 2008
Vulcão
7 de maio de 2008
Colagem
Técnica das artes visuais e plásticas que permite produzir uma obra de arte recorrendo a vários materiais, geralmente dissemelhantes entre si, reagrupando-os num todo para comunicar um novo sentido. Picasso e Braque foram os primeiros cultores plásticos da colagem, inaugurando uma nova estética da fragmentaridade e da surpresa, explorando todas as possibilidades do cubismo. O material de suporte da colagem, que não se restringe já às artes visuais e plásticas, chegando à literatura, pode incluir: recortes de jornais e revistas, etiquetas, rótulos, bilhetes de espectáculos, receitas várias, etc. Trata-se, pois, de um conceito que necessita da citação e do pastiche. Trata-se, em primeiro lugar, de um acto de reapropriação de elementos preexistentes, mas que, isolados entre si, não formam um sentido. O artista procede à colagem não para recuperar um sentido perdido ou oculto, mas, muitas vezes, para parodiar sentidos esperados ou convencionais. A criação de uma colagem raramente tem como objectivo a restauração ou remediação de um sentido: visa antes a desintegração, a ruptura e o choque visual com os sentidos reconhecidos nos elementos colados.
Embora o recurso a alusões possa ser considerado uma forma de colagem, tão antiga quanto a própria literatura, esta técnica desenvolveu-se em particular no século XX, a partir das experiências cubistas, futuristas, dadaístas, surrealistas, e de todas as formas experimentais de arte, incluindo a literatura. Alguns textos exemplares da literatura modernista exploraram esta possibilidade criativa, por exemplo, Ulisses, de James Joyce, The Waste Land, de T. S. Eliot ou Cantos, de Ezara Pound; Apollinaire e Saint-John Perse recriaram-se com colagens dos seus próprios textos; Robert Francis também nos deu um bom exemplo de colagem literária no seu “Silent Poem”, onde agrupa palavras com forte sonoridade e grande impacte visual. Na literatura portuguesa, podemos ilustrar a técnica da colagem com o poema de Almada Negreiros «Mima-Fatáxa - Sinfonia Cosmopolita e Apologia do Triângulo Feminino». Trata-se de um texto declaradamente futurista, apoiado por um grafismo de vanguarda e que, provocadoramente, escolhe para tema os amores homossexuais de uma bailarina que Almada conhecera em Paris e cujo nome é uma colagem de estrelas parisienses:
Texto de Carlos Ceia
anA , anA marques , blog anA marques
24 de abril de 2008
Canto IV - Lusiadas
13 de abril de 2008
Nu Masculino
A nudez sempre foi muito apreciada na Arte. É provável que tal facto fique a dever-se mais ao seu cariz sexual, eco distante da nossa natureza animal, do que a questões estéticas - a beleza. No entanto é inegável que as representações de nus proliferam na Pintura, na Escultura ou na Fotografia. Será que o corpo humano é intrinsecamente belo ou todos nós - artistas incluídos - somos voyeurs compulsivos?
A questão é complexa e foi já por várias vezes aqui abordada. A linha que demarca a arte erótica da pornografia é ténue e a nossa predisposição genética para achar belo o género que nos atrai sexualmente - homem ou mulher - acaba por nos toldar ainda mais o raciocínio e o sentimento. Não sabemos se o que realmente gostamos é da composição, da forma, da cor, do ritmo, do contraste, ou do(s) modelo(s) propriamente dito(s). As nossas reacções são então simultaneamente curiosas e reveladoras.Quase sempre o senso comum tem uma de duas atitudes perante a representação do corpo humano nu: ou o condena, apodando-o de indecente, ou lhe confere o estatuto de Arte. Esta segunda posição é a que nos interessa; apenas na aparência é mais culta e com frequência mascara ignorância e o receio de a mostrar perante os outros.
As primeiras representações de nus com uma finalidade estética surgiram na Grécia Antiga. É preciso relembrar a grande proximidade, para não dizer coincidência, entre aquilo a que então se chamava Arte e a Religião. A Mitologia grega era composta por figuras antropomórficas, seres perfeitos que o Homem tentava igualar. Esta busca pela perfeição levou à instituição de um verdadeiro culto do corpo de proporções ideais que as esculturas de Fídias, Praxíteles e outros artistas plasmaram no mármore e no bronze. Nunca, desde então, se assistiu a outra representação de um nu com estes propósitos tão "puros" - Arte verdadeira.
Não obstante o nu continuou a preencher uma quota importante das temáticas utilizadas pelos pintores, escultores e, mais recentemente, pelos fotógrafos com todas as implicações trazidas pelo realismo próprio da fotografia. A uns interessa-lhes o jogo formal proporcionado pelas linhas ondulantes dos corpos; a outros o significado.
Porém há uma dimensão da obra de arte que se reveste de um carácter sensual na acepção original do termo, ou seja, a percepção e estimulação dos sentidos. Não há artista que se preze que não deseje fazer vibrar o seu público. E que melhor meio para isso, então, do que o corpo humano nu? Os artistas sabem-no bem, como sabem também que a Arte deve ter sexo... e nexo.
ver mais em: http://blog.uncovering.org/archives/2008/01/porque_ha_tanto.html
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Será?????????????????????????
anA marques. anA
9 de abril de 2008
Liberdade Onde Estás?
Liberdade onde estás
Liberdade onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia
Porque (triste de mim!), porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a Hora
A esta parte do mundo, que desmaia.
Oh!,venha... Oh!, venha e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!
Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória ,e tudo,
Mãe do génio e prazer, ó Liberdade!
..........................................................Bocage
Esta postagem foi a pensar na Anna Tree do arvore de letras ,que ontem sugeria o meu post sobre a Ericeira. Obrigada Anna.
arvore de letras, anna tree , anA marques, artes plasticas
3 de abril de 2008
26 de março de 2008
Nascemos Para Amar
Evitei o quanto pude, mas não posso mais. Preciso falar sobre o amor. Só agora me sinto confortável para poder escrever sobre esse assunto. Não tenho mais noção de nada, ridiculamente fora do alcance de qualquer aviso. Já não me importa a opinião alheia, quem quiser que me condene por ser feliz. Não a felicidade previsível e segura que não conta com riscos, quero a minha sentença baseada na felicidade irresponsável, inacreditável, além do entendimento. Amar e ser o melhor que jamais se sonhou. Ser feliz e fazer feliz, estar tão irremediavelmente bem, que ninguém necessita perguntar para saber. Tornar a minha companhia, insuportavelmente agradável e alegre, me desculpe quem por algum motivo obscuro se incomodar com isso. Há como escrever sobre o amor sem ser brega, mas não há como estar amando e escrever sobre o amor sem se arriscar a parecer absurdo, exagerado. É como diz Fernando Pessoa em seu poema...
.Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
.Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
.As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
.Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
.Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
.A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
.(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.).
Álvaro de Campos, 21-10-1935
.
.O amor, o impossível e inverossímil, tem que tornar o casal melhor, fazê-lo perder o medo, a vergonha, ser superlativo e retumbante, ecoar e ricochetar em cada fato e instante. Quebrar todas as amarras, certezas, verdades absolutas, doer quando machucar e fazer até a alma gozar quando amar. Cristalizar sonhos, materializar ilusões, percorrer imensidões, duvidar do limite. Cantar e dançar alucinado no dia e na noite. Acordado ou dormindo. Oferecer liberdade. Só com a poesia ou com a loucura é possível traduzir o amor, eu estou munido de ambos. E amando.
Roubei este texto ao E-Agora-Jose.blogspot.com
Nós cá temos um provébio que diz: " Não há bem que sempre dure, nem mal nunca acabe".
16 de março de 2008
Eu só queria ter
Só queria ter
Um céu sempre azul
E à noite estrelas a brilhar,
E saber o homem livre
Como o sopro do vento.
Só queria ter pão,
Uma casa simples
Com àrvores em redor
E aves a cantar,
E claro o meu amor
Para beijar.
José Infante
28 de fevereiro de 2008
E é amar-te assim....
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!
23 de fevereiro de 2008
Voa mais largo
Latitude
que nos cortem as asas mas o canto
voa muito mais largo do que as penas.
22 de fevereiro de 2008
16 de fevereiro de 2008
Curso Fernando Pessoa
GALERIA DE ARTE
BAIRRO ALTO - Rua Luz Soriano, 18 / 1200 - 247 LISBOA * Tlf: 213 230 011 Tlm: 962 953 722
http://www.galeriamatosferreira.com/ - mfgaleria@netcabo.pt
Curso sobre FERNANDO PESSOA
Por PAULO BORGES, RENATO EPIFÂNIO e DUARTE BRAGA
25 de Março a 20 de Maio / 2009
A GALERIA MATOS FERREIRA vai promover em parceria com a ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA um interessante Curso sobre FERNANDO PESSOA.
OBJECTIVO
O curso partirá de uma abordagem plural e interdisciplinar, filosófica e literária, a alguns aspectos da obra de Fernando Pessoa. Dividir-se-á em três blocos temáticos, leccionados pelos seguintes professores: Paulo Borges, Renato Epifânio e Duarte Braga. Dois dos módulos serão constituídos por três sessões (sendo o segundo módulo constituído apenas por 2), mais o recital de CARMEN FILOMENA, nove ao todo.
MÓDULO I - Ilusão e Libertação, por Paulo Borges (25 Março, 1 e 8 Abril):
· Pré-existência e saudade na poesia inglesa;
· O vazio do sujeito e o jogo onírico/i-lusório do mundo (poesia ortónima e Bernardo Soares);
· O “Tratado da Negação” e “O Caminho da Serpente” (Raphael Baldaya).
MÓDULO II - Pessoa, o filósofo do outro, por Renato Epifânio (15, 22 Abril):
· Pessoa, o filósofo do "outro" do pensar;
· Pessoa, o filósofo do "outro" de todo o ser;
· Pessoa, o filósofo do "outro" de si próprio;
· Pessoa, o filósofo do "outro" de nós mesmos.
RECITAL DE POESIA DE FERNANDO PESSOA, por CARMEN (29 Abril).
MÓDULO III – Projecto poético e heteronímia, Duarte Braga (6, 13 e 20 Maio):
· A questão da Nova Poesia Portuguesa, a profecia do supra-Camões/supra-Portugal e as Índias Espirituais;
· Alberto Caeiro: ignorância e revelação; o poema VIII de Guardador de Rebanhos e a leitura agostiniana;
· Álvaro de Campos e o sensacionismo.
HORÁRIO, INSCRIÇÕES E PREÇO
As aulas serão realizadas em período pós-laboral às quartas-feiras, de 25 de Março a 20 de Maio, inclusivé, ou seja nos dias 25 de Março, 1, 8, 15, 22 e 29 de Abril, e ainda nos dias 6, 13, 20 de Maio, das 19h00 às 20h30.
O Curso tem um limite máximo de 20 (vinte) participantes. O seu custo é de EUR 90,00 (noventa euros), podendo ser pago em duas prestações de EUR 45,00 (quarenta e cinco euros) cada. A primeira prestação deve ser paga a 25 de Março e a segunda com cheque pré-datado para 29 de Abril. Inclui material de apoio.
Os interessados podem-se inscrever através do Tel 21 323 00 11, do Tlm 96 295 37 22, do Email: mfgaleria@netcabo.pt. Em qualquer das opções deverão indicar sempre o número de telemóvel para eventual contacto.
PERFIL DOS INTERVENIENTES
PAULO BORGES é professor de Filosofia na universidade de Lisboa e tem uma vasta obra publicada nos domínios da poesia, ficção, teatro e ensaio filosófico. Autor da tradução de livros budistas e coordenador das obras reunidas de Agostinho da Silva, é também sócio fundador e membro da direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, co-director da revista Nova Águia e presidente da União Budista Portuguesa, da Associação Agostinho da Silva e do MIL - Movimento Internacional Lusófono.
RENATO EPIFÂNIO é Doutor em Filosofia pela FLUL, membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e da direcção da Associação Agostinho da Silva. É autor de várias obras sobre pensamento português e partilha com Paulo Borges e Celeste Natário a direcção da revista Nova Águia. Pertence à comissão coordenadora do MIL.
CARMEN FILOMENA DE ARRIAGA MARTIN CONDE nasceu em Angola, onde em 1965 começou a sua carreira no Teatro Nacional de Luanda com um espectáculo de poesia de Fernando Pessoa teatralizado. Em 1975, veio para Portugal onde se estreou no Teatro Experimental de Lisboa, tendo posteriormente enveredado por uma carreira de artista de variedades, dizendo poesia e cantando fado e música ligeira sempre em itinerância por todo o País. Participou igualmente, nas quadras natalícias em várias revistas infantis, organizadas pelo SIARTE - Sindicato das Artes e Espectáculo.Mudou-se depois, em 1993, para Paris, onde participou em eventos lusófonos, convidada por diversas Embaixadas e comunidades. Quatro anos mais tarde, instalou o De Arriaga Piano Bar na Mouraria que encerrou em 2004. Desde aí participou em filmes, novelas, programas de rádio e de televisão, insistindo sempre em levar a poesia a todos os cantos de Portugal com incidência especial em bares da noite lisboeta.
DUARTE BRAGA é licenciado em Estudos Portugueses pela FLUL - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa .e mestre em Estudos Comparatistas pela mesma Faculdade. Trabalha nas áreas dos Estudos de Cultura e dos Estudos Literários. Tem leccionado em vários locais cursos sobre literatura portuguesa e publicado trabalhos sobre cultura, literatura e pensamento portugueses.
Membro da direcção da Associação Agostinho da Silva e da comissão coordenadora do MIL.
NOTA:
14 de fevereiro de 2008
1º Farol de Dili
Este foi o 1º farol de Dili que desenhei, depois seguiram-se mais seis ; entre desenhos, aguarelas e pinturas a acrilico sobre tela .
Achei oportuno voltar a publicar um Farol. O Povo de Timor está a necessitar de uma LUZ que indique o caminho.
timorlorosae, xanana gusmão, ramos horta, alfredo reinado, atentado,golpe ,arte em timor
8 de fevereiro de 2008
Exposição na Galeria Artur Bual
Poder comemorar o 10º aniversário de uma associação como a ARCOARTIS na Galeria Artur Bual, dá-nos particular prazer, na medida em que ,uma vez mais, se comprova a vitalidade no campo das artes.
Berço de diversos artistas de renome, a Amadora tem na sua génese uma importante componente associativa, e é com orgulho que verificamos o trabalho diário e persistente de um conjunto de pessoas, que continua a perservar esse espirito.
A ARCOARTIS merece-nos todo o respeito, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver em nome da divulgação das artes plásticas, ao mesmo tepo que se assume como um espaço de reflexão e partilha de conhecimentos
Feliz aniversário e desejos de longa vida
Vereador da Cultura
Antonio Moreira
galeria Municipal artur bual camara municipal amadora ,galeria municipal anA marques,
6 de fevereiro de 2008
Momentos ( I )
3 de fevereiro de 2008
Encosta-te a mim
30 de janeiro de 2008
Esta noite acordei com um beijo teu.
(...)
e então tu olhaste
depois sorriste
(...)
Sérgio Godinho
25 de janeiro de 2008
Morrer de Amor - Poema de Maria Teresa Horta
60x100cm - Novembro 2002
ao pé da tua boca
Desfalecer
a pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso.
23 de janeiro de 2008
Demissão - Poema de José Saramago
Demissão
Este mundo não presta,venha outro.
Já por tempo de mais aqui andamos
A fingir de razões suficientes.
Sejamos cães do cão:sabemos tudo
De morder os mais fracos, se mandamos,
E de lamber as mãos se dependentes.
José Saramago
Dia mundial da Poesia 2008 poemas pintados
17 de janeiro de 2008
(Bis) Farol de Dili
Acabei de ler a noticia publicada no Timor Lorosae Nação com data de hoje, 17 Janeiro de 2008, intitulada
-Lá se vai o prémio Sahkarov dos Direitos Humanos-
" Se um farol ajuda muita gente , dois faróis ajudam muito mais".
13 de janeiro de 2008
Farol de Dili
Acrilico sobre tela - 20cmx30cm - Ano 2005
Em 2005 rumei a Dili quase certa que encontraria Felicidade. Nos relatos de pessoas conhecidas, descreviam um povo sorridente e feliz.
De facto encontrei em Timor um povo que sorri, crianças com sorrisos cativantes, mas a felicidade não estava por lá. Quando os sorrisos se desvaneciam, voltava a ansiedade, a tristeza, a insegurança.
Em 2006 deu-se o ‘golpe’ -um grande golpe também para mim- e deixei Timor certa que o sofrimento se instalara. Confirmou-se… ninguém se entende e o sofrimento mantém-se.
Diariamente percorria a marginal, O Farol era uma referência para mim… e não só. Pintei-o.
É urgente um Farol, uma luz ,um guia para os timorenses encontrarem o caminho para a tranquilidade, alegria, segurança, paz….
O povo de Timor merece , todos merecemos.
29/07/2008 uma actualização.
Adendas-15/01/2008 e 21/01/2008
Agradeço a simpatia do António Verissimo do Timor Lorosae Nação por publicar no blog esta postagem
Agradecimentos tambem para O Navegador Solidário por publicar tambem esta postagem no seu blog
anA
arte em timor
10 de janeiro de 2008
Verdade ,Amor, Razão, Merecimento
Verdade, Amor, Razão, Merecimento
Qualquer alma farão segura e forte;
Porém, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte
Têm do confuso mundo o regimento.
Efeitos mil revolve o pensamento,
E não sabe a que causa se reporte;
Mas sabe que o que é mais que vida e morte,
Que não o alcança o humano entendimento.
Mas são experiências mais provadas,
E por isso é melhor ter muito visto.
E cousas cridas há sem ser passadas...
Mas o melhor de tudo é crer em Cristo.
9 de janeiro de 2008
Mais Vassouras
Uma vassoura é um objeto utilizado para a limpeza doméstica. É composta por um cabo de madeira com aproximadamente 1,5m de altura e na extremidade inferior possui uma escova de fibras duras. Em algumas culturas, a vassoura é associada à bruxaria, sendo utilizada como meio de transporte por bruxas. (Ver também Vassoura (Magia)).
Vassouras tem sofrido significantes mudanças em sua forma, desde quando eram usados ramos, galhos e fardos de fibras naturais.
Originalmente, todas as vassouras eram redondas, uma forma que é de fácil construção porém ineficiente para a limpeza atual. Vassouras podem ser presas a outros cabos ou alavancas para limpeza de lugares altos e voar para o teto, ou mesmo ter seu tamanho reduzido para limpeza de lugares próximos, atuando como um espanador.
Atualmente as vassouras originadas de fibras naturais estão dando lugar a vassouras com materiais sintéticos, contribuindo para com a preservação da natureza e, principalmente, melhorando sua performance.
6 de janeiro de 2008
Vassouradas
Em quase todos os actos comunicativos há um retorno, há sinais que chegam ao emissor e que lhe dão uma noção, mais ou menos aproximada, sobre a forma como a sua mensagem é recebida. O feed-back
Este feed back deixou-me quase tão desconcertada quanto o comentário que enviei para a lixeira.
Depois de toda esta demonstração de solidariedade e companheirismo , que me concertou , agarrei nas minhas vassouras e desatei a fazer uma ‘ limpeza ’ ao meu espaço.
Assim, poderei continuar a receber-vos num espaço limpo... o mais possivel.!
Obrigada e um beijinho grande, a todos os que vieram por bem.
2 de janeiro de 2008
Obrigada a todos os que vierem por bem
Agradeço aos que me convidaram , que aceitaram os meus pedidos; aos que consideraram os trabalhos interessantes , e possibilitaram a sua divulgação nos próprios blogs ( Artantis, eArte, artelista, CyberArtes, sanesocity, Artgallery, Babelearte, …,Timorcartoon, E- agora- José- Navegador Solidário, Despertar Consciências, e muitos outros. Agradeço também aos que se disponibilizaram, deixaram os seus comentários, ensinaram e encorajaram a movimentar-me neste meio: ao João do Timorcartoon, Luís, Nuno, Agry, Fabiano Roberto, José Rodolfo, Ana Prado, Paula,Susana, Mitó, Roberto, SEVEN, António Veríssimo,Danielly, ao Ronaldo administrador do Cyberartes pelo texto publicado.
Como sempre, e quando fazemos as coisas com gosto , só o prazer que sentimos a fazê-las já é uma boa recompensa.
Agradeço a todos os que vieram por bem.
Aos outros também agradeço porque me tornaram mais forte . (Ninguém está livre ou protegido contra a maldade humana...)
anA
30 de dezembro de 2007
20 de dezembro de 2007
Nascemos Para Amar a Humanidade
Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura.
Tu és doce atractivo, ó formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade.
Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n’alma se apura,
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.
Qual se abisma nas lõbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.
Amor ou desfalece, ou pára ,ou corre;
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.
8 de dezembro de 2007
E Agora José?
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
anA marques, jose socrates, anApintura, josé cardoso pires nasceu em vila de rei, 21 de março dia mundial da poesia





