3 de Fev de 2010

A Gravata

Gravata Objecto - seda plastificada - 2010
Projecto: Pensar com Tom Zé - Exposição na Casa Pedro Álvares Cabral/ Casa do Brasil
Abril de 2010

A GRAVATA
Tom Zé
Composição: (Tom Zé)


A gravata já me laçou
a gravata já me enforcou
amém
A gravata já me laçou
a gravata já me enforcou
amem

Um cidadão sem a gravata
é a pior degradação
é uma coroa de lata
é um grande palavrão
é uma dama sem pudor
estripitise moral
é falta de documento
é como sopa sem sal

Tem a gravata borboleta
com o bico inclinado
tem a gravata caubói
com o rabinho duplicado

Tem a gravata de laço
que desce do colarinho
molenga como uma tripa
que se deita na barriga

Ela é a forca portátil
mais fácil de manejar
moderna, bem colorida,
para a vítima se alegrar
é um processo freudiano
para a autopunição
com o laço no pescoço
e a fé no coração.

23 de Jan de 2010

Proposta de Amor

Acrílico sobre tela
Fragmento do estudo sobre a composição "Proposta de Amor" do musico brasileiro -Tom Zé-
"Pensar com Tom Zé" (projecto de Zé Neto filósofo e artista aplástico)
anA marques, Artista plastica , acrilico sobre tela , anA

13 de Jan de 2010

Projecto "Tom Zé"

Fragmento dum estudo para a exposição sobre a obra de Tom Zé.

Exposição + ciclo de conferências "Pensar com Tom Zé" na Casa do Brasil-Santarém

TOM ZÉ

Compositor, cantor, arranjador e actor nascido em Irará (BA), Tom Zé é uma das figuras mais originais e controvertidas da MPB. Aprendeu a gostar de música ouvindo rádio em sua cidade natal a ponto de decidir estudar música na Universidade da Bahia, em Salvador. Lá teve aula com Koellreuter, Smetak e Ernst Widmer, e aprendeu harmonia, contraponto, composição, piano, violoncelo. No começo da década de 60 conheceu Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso e Maria Bethânia, com quem montou um grupo para os espetáculos "Nós, Por Exemplo" e "Velha Bossa Nova e Nova Bossa Velha". Com esse grupo foi para São Paulo, onde participou do espetáculo "Arena Canta Bahia" e do disco-chave para o movimento tropicalista, "Tropicália ou Panis et Circensis", lançado pela Philips em 1968 e que continha sua composição "Parque Industrial". No mesmo ano conseguiu o primeiro lugar no Festival de MPB com "São São Paulo, Meu Amor" e apareceu seu primeiro LP individual, "Tom Zé", seguido por outros discos na década de 70. Seu álbum "Todos os Olhos", de 1973, foi considerado inovador demais, e não teve boa aceitação, afastando Tom Zé da mídia brasileira, a despeito do imenso sucesso de seus conterrâneos.
(...)
Mais aqui

Outono em fundo azul

fotografia-Máquina NIKON -Modelo NIKON D200-Exposição 10/800-Abertura f/4.5-ISO 200


É Verão
Deitados na relva
Adormeço.
Acordo
Contemplo
O céu ainda tão azul
de Outono

LGA - Set./2009

Foto de João Tito

3 de Jan de 2010

Beleza dum Povo

Beleza Oculta
Clique AQUI para ver a beleza do Povo de Timor-Leste

Click HERE to see the beauty of Timor-Leste people



Minha participação para a .....

19 de Dez de 2009

Beijos de Esperança

Lábios verdes... beijos de Esperança, Renovação, Saúde, Amor pela Natureza.
O verde simboliza tudo isto... e tudo isto é necessário.

Máquina NIKON -Modelo NIKON D200-Exposição 10/800-Abertura f/4.5-ISO 200-MeteringMode Pattern-Dist.Focal 50 mm

Verde é esperança?

(…)
A ideia da verde esperança permanece viva porque está relacionada com a experiência da Primavera. As analogias linguísticas revelam-no: a esperança germina, como a semente na Primavera. A Primavera significa renovação após um tempo de carência. E a esperança também é um sentimento ao que precedeu um tempo de privação, «quanto mais áridos os tempos, mais verde a esperança», diz um provérbio alemão.
(…)

Cor da vida e da saúde.

A cor verde é símbolo de vida no sentido mais amplo, ou seja, não apenas referido ao homem, mas também a tudo o que cresce. «Verde» opõe-se a murcho, árido sem vigor. O simbolismo é tão internacional como a experiência: um inglês que está em plena forma está in the green.
(…)

O partido «Os verdes» não poderia ter nascido senão numa sociedade altamente industrializada, em que a Natureza chegou a perder importância, E se tinha visto reduzida ao «meio envolvente». A escolha do nome foi inteligente.

A organização ecologista Greenpeace também escolheu a palavra verde, e aos ecologistas em geral chamam-lhes «verdes».
(…)

in Psicologia das Cores - Eva Heller

12 de Dez de 2009

Sonho em Veneza



Máquina NIKON -Modelo NIKON D200-Exposição 10/800-Abertura f/4.5-ISO 200-MeteringMode Pattern-Dist.Focal 50 mm

Lábios
primárias as cores
palavras contidas
livres os amores

Beijos coloridos
presos
no desconforto
das redes
do desgosto.
............LGA/ago/2009
anA marques, artista plástica, acrílico, oleo, renda, fotogafia

10 de Dez de 2009

Beleza dum Povo

Vendedor no mercado de Aileu-Timor Leste - 2005


4 de Dez de 2009

Um estudo do vermelho (fragmentos)

..................



....................

.................................Acrílico sobre tela

O vermelho é a primeira cor a que o homem pôs um nome, sendo a denominação cromática mais antiga do mundo.
(...)
Do amor ao ódio: o vermelho é a cor de todas as paixões, das boas e das más. A experiência da origem aos símbolos: o sangue altera-se , sobe à cabeça e o rosto ruboriza-se ; por timidez ou por paixão, ou por ambas as coisas ao mesmo tempo. Uma pessoa também pode corar porque se envergonha, porque está irritado ou porque está excitado. Quando a razão perde o controlo, «vê-se tudo vermelho». Os corações pintam-se de vermelho porque os apaixonados pensam que todo o seu sangue aflui ao coração. As rosas vermelhas e as cartas vermelhas também se associam ao amor.
(...)

fonte - A Psicologia das Cores.

3 de Dez de 2009

Nascemos para amar a humanidade

Nascemos para amar a humanidade
Técnica mista sobre mdf. ( colagem e folha de ouro)


A minha participação para a

1º verso dum poema de Bocage que julgo ficará bem neste desafio da Fábrica de Letras com o tema "Natal"

Trabalho exposto na Casa Bocage aquando das celebraçãoes do "Ano Bocage 2005"

29 de Nov de 2009

Nos meus ombros







Acrílicos sobre tela, Pastel seco sobre papel craft e Fotogafias alteradas no photoshop


Nos meus ombros
.
Recebo
os teus beijos
no deserto
dos meus ombros.
.
Um gesto
Carinhoso
Húmido
Gostoso.

(autor não identificado)


16 de Nov de 2009

Preto e Branco

Série Poesia- Homenagem a António Aleixo- Caneta sobre tela- Ano 2002


Desafio da Fábrica de Letras

4 de Nov de 2009

Negativo-Positivo

O espaço negativo é o espaço que não é ocupado pela figura ou objecto pintado ou desenhado.
....................
.............................Acrílico sobre tela - 100x80cm- 2008


.......
Nesta imagem a mancha ...........................Nesta imagem o negativo é a
preta é o negativo..................................... mancha cor de laranja.


O negativo e o positivo

O espaço negativo é o espaço que não é ocupado pela figura ou objecto pintado ou desenhado. O positivo é o espaço ocupado pela figura/objecto. A percepção do espaço negativo é muito importante por diversas razões. Ao compor uma imagem, seus formatos, tons e cores influenciam o equilíbrio visual tanto quanto os dos objectos em si. Também são importantes para definir a estrutura da imagem, a forma geométrica sobre qual a composição é construída e que determina o ritmo visual da imagem.Quando se desenha por observação, também é importante visualizá-los, porque ajudam a perceber a inclinação das linhas de perspectiva e as proporções. Quando se visualiza um espaço negativo, a visão se torna bi-dimensional, porque anula-se a percepção de planos e de profundidade. Isso facilita a representação no papel ou tela, ambos bi-dimensionais. Desenhar o espaço negativo é, portanto, um exercício excelente para desenvolver a percepção bi-dimensional, essencial na tarefa de desenhar por observação, quando se traduz aquilo que é tri-dimensional no espaço bi-dimensional.Observar o espaço negativo permite discernir a forma dos objetos.Ao desenhar o espaço negativo, percebe-se que o objecto é automaticamente definido. O reverso também acontece; quando se desenha o objecto, o espaço ao seu redor é automaticamente definido. Portanto, o objecto é definido pelo espaço e vice-versa. Percebe-se, então, que o tom do espaço negativo modifica o objecto em si. Isso é muito importante perceber para conseguir desenhar com volume e criar planos de profundidade. Consequentemente, também é importante para a pintura.

26 de Out de 2009

Baía de Dili -Timor-Leste

Baía de Dili - Acrílico sobre tela -Dili,2005

Poema Triste de Fitun Fuik

Por que calcas meu solo?
Por que matas minha gente?

Meus verdes alcantilados,
minhas azuis montanhas
querem a paz,
a paz que todos queremos.

Minha aldeia sossegada beija os aromas puros das minhas humildes montanhas que
querem a paz, para no silêncio e na paz construir a paz.

Porque tu,
com tanto progresso técnico,
tens inveja daquiloque eu não tenho,
não possuo,
mas quero ser.

Ser como o Senhor me fez,
nascer com a paz,
viver na paz
e dormir sonhando a paz! ...

Quem acredita que eles não matam,
não assassinam!

Quem crê que eles querem construir na guerra,
com o cano das suas armas,
a minha aldeia.

Minha natureza contempla,
em silêncio, suas obras.
As cascatas das águas nascentes
das minhas montanhas levam os males
que eles cometeram,
para assim dar ao mundo,
aos fortes,a honra e a glória!

Eu, no meu silêncio, choro
para que meus choros não ultrajem
a honra dos grandes.
Falo sem nada dizer
para que meus vizinhos me não gritem.

Acredito que a Paz existe para mim,
morrendo! ...

......................................Fitun Fuik

17 de Out de 2009

Baía de Dili -Timor Leste

Acrílico sobre tela - Dili 2006

O assunto Timor é uma constante no meu pensamento, por motivos vários.

Deixo-me levar pela imaginação e sinto-me a tomar banho nas águas calmas e mornas da Baía de Dili, na praia da Areia Branca, do Cristo Rei ou de Comoro.

Tomar uma refeição num restaurante para os lados da Pertamina, numa plataforma em madeira sobre o areal.

Ver e ouvir as crianças felizes a brincar na praia utilizando pequenos jericans como bóias. Dar e receber sorrisos.

Correr atrás dum porco que levou o meu saco da praia para o mato, a minha preocupação era a máquina fotográfica , o interesse dele eram as bolachas. Recuperei o saco e a máquina fotográfica.

Timor, foi isto e muito mais .

anA marques, pintura, oleo, acrilica, anApintura,artista plastica,crocodilo, ilha

4 de Out de 2009

O meu brinquedo preferido

Um brinquedo preferido - Técnica mista sobre cartão - ano 2003
(Trabalho académico)

4 estudos



O Brinquedo Preferido
De há uns tempos para cá apareceu uma moda naquela terra que “impede”as pessoas de falarem em brincar nas escolas da terra, é proibido brincar nas escolas. A moda foi fabricada por uma gente ignorante de miúdos, obcecada com trabalho e produtividade, mesmo infantil, uns infelizes neo-liberais. Mas ainda existem uns professores, muitos, naquela terra que não se deixam enganar, sabem ler os miúdos e percebem que eles aprendem porque também brincam e brincam porque também aprendem. Aliás, brincar e aprender são as coisas mais sérias que os miúdos fazem, sorte a deles, a de alguns, felizmente muitos.Um dia, um desses professores lembrou-se, que sacrilégio, de dizer aos seus alunos para trazerem para a escola o seu brinquedo preferido. A Maria trouxe uma boneca. O João apareceu com a playstation nova. A Sara vinha vaidosa com umas bonecas que o pai tinha trazido do estrangeiro. A Irina trazia o Noddy. O Carlos vinha com uns olhos quase tão grandes como a bola de futebol que trazia debaixo do braço. O David, sempre pronto para as lutas, trazia uns bonecos lutadores de wrestling. A Joana não ligava a ninguém com o seu mp3 cheio das músicas de que gosta. Enfim, por um dia, toda gente veio para a escola com um brinquedo, o seu preferido. O último a chegar foi o Manel.Feliz e sorridente entrou na sala de aula com o avô pela mão.
Texto de Zé Morgado

18 de Set de 2009

Las Meninas

As Meninas - Técnica Mista sobre mdf - 2009

Repensar ´´Las Meninas’’ de Velasquez

Pensei, repensei, planeei, pesquisei, ouvi… dei voltas e voltas…
Física e mentalmente foi, para mim, irrealizável viajar até 1656, ano da conclusão do quadro “Las meninas”. Tentar copiá-lo (?) sentir a época (?). Impossível.
Nesta impossibilidade, decidi então optar por trazer/imaginar Velásquez no séc. XXI, e questionei-me:
Como abordaria DiegoVelásquez uma cena do quotidiano – social, económico, cultural- com Meninas num contexto actual e mais concretamente nos últimos anos.
Fiz vários estudos. Figurativos e menos figurativos.
Dos menos figurativos, que são os que me agradam, escolhi este. Pelo acaso da cabeça do cão e do corpo feminino deitado. Pela economia de meios. Pelas cores. Pelos contornos corporais simples e despreocupados com a exactidão de formas e volumes.

anA

Lisboa,Julho de 2009


14 de Set de 2009

Las Meninas - Velásquez

CONVITE



Com o apoio da Camara Municipal de Almada ,Instituto Camões, Forum Municipal Romeu Correia, Inauguração da Exposição a 18 de Setembro 17 horas. Patente até 3 de Outubro.anApintura, anA marques, artista plástica, pintora, José Neto

1 de Set de 2009

Rochas

Acrílico sobre madeira - 80x60 cm - 2002

15 de Ago de 2009

Panejamento

O Panejamento é a arte de representar o vestuário, o cair dos tecidos, no desenho, pintura ou escultura. Aborda quatro factores para definir a qualidade e movimento dos tecidos, são eles: Ponto de Sustentação, Ponto de Tiro (tensão), Ponto de Apoio e Inércia.
Ver mais AQUI


Acrílico sobre Tela..........................................Pastel seco sobre Tela



Diário Gráfico - 2001................................................Diário Gráfico - 2004

Diário Gráfico - 2000
anA, anA marques, anApintura, artista plástica, grafite,